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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Um recado para a nova geração de rockeiros

Antes de qualquer coisa, para vocês que se dizem rockeiros, amantes do Rock em suas variadas vertentes e divisões, já que vocês realmente parecem precisar delas, vamos lá: Metal Melódico, Hard Rock, Death, Thrash, Speed, Prog, Epic, Glam, Sleeze, etc.
Em primeiro lugar, sejam muito bem vindos. Sintam-se em casa, e parabéns por escolher o Rock como sendo a identidade musical de vocês. Ao me deparar recentemente com um vídeo onde duas garotas, ambas na casa dos 14 ou 15 anos, que se autodenominam "muito rockeiras", e justificam isto pelo fato de fumarem cigarros Lucky Strike, por beberem Heineken, ou fazerem uso de aquela o ou outra bebida alcóolica, ou por que gostam de fazer o sinal do "chifrinho" diante de uma camera,  realmente eu me vi obrigado a reconhecer que algo não anda bem em nossa cena.

Ser rockeiro (a), não é simplesmente sentar num boteco qualquer,  fumar e ficar bêbado, como muitos aí parecem querer acreditar. Se vocês realmente gostam de Rock e Heavy Metal, eu recomendo vocês tomarem outras atitudes, além destas que vocês já tomam e julgam corretas.
Em primeiro lugar, conheçam o Rock. Nem sempre o acesso a música foi tão fácil como agora. Acessem as discografias das bandas que vocês dizem gostar e ouçam os discos que elas já lançaram. Vocês que se dizem fans de Axl Rose, e acham ele um cara muito fodão... Por acaso, já ouviram o Appettite for Destruction? O Lies? Sem contar os Ilusions? Saberiam diferenciar os timbres dos solos do Slash e do DJ Ashba ou do Bumblefoot? Aliás, vocês sabem quem são estes dois últimos citados?
Aliás, vocês sabem como foi que a banda surgiu, o que aconteceu na fase que antecedeu o sucesso deles?
Recomendo a biografia do Slash em português que pode ser encontrada em qualquer boa livraria. Além de excelente leitura, vocês ainda vão aprender muito sobre a vida deste excelente músico de Rock. Aliás, várias das grandes bandas já possuem suas biografias lançadas em nossa língua.

Gostam de Motley Crue? Já conhecem os álbums clássicos como Shout at the Devil, Girls Girls Girls?
Metallica? Já ouviram pelo menos os cinco primeiros inteiros? Sabem quem foi Cliff Burton?
Iron Maiden então? Já conhecem os álbuns clássicos dos anos 80, como Powerslave, The Number of the Beast, entre outros? Conhecem o material da banda com os outros vocalistas Paul di Ano e Blaze Bayley?
Aaahhh, peraí..deixe me ver se entendi. Você se auto denomina simplesmente Hard Rock, portanto não ouve metal? Ou o contrário? Me desculpe mas tenho pena de você. Ambos estilos são mais do que irmãos, e sempre andaram juntos mais do que grudados. Um praticamente não vive sem o outro. Alguém sabe me dizer se Ozzy Osbourne por exemplo seria Hard ou Metal? Talvez as opiniões se dividam aqui, mas eu arriscaria dizer sem nenhum problema que ele é uma mistura dos dois, pois possui elementos de ambos gêneros. Alguns discos tendem mais para um outros mais para outro. E assim vai. Você tem o direito de escolher o que quer ouvir ou se identificar, mas deveria pelo menos se informar bem à respeito da origem e desenvolvimento do seu gênero favorito. Eu poderia escrever por horas aqui, só mencionando os clássicos e recomendando álbuns para audição.
Como eu disse no início, vocês são mais do que bem vindos à nossa cena. Por favor, não quero que se sintam intimidados com este meu texto. Gostaria simplesmente que vocês curtissem rock da maneira como isso realmente deve ser.
Quem fuma e bebe para se "sentir rockeiro (a)", está simplesmente prejudicando a própria saúde e vivendo a ilusão de ser algo que não é. Afinal de contas, pagodeiros, sertanejos e os "axés" da vida também fumam e bebem. Quem nunca viu as propagandas de cerveja com estes gêneros citados? Só para constar, os principais nomes do Rock e do Metal ainda em atividade, já largaram as drogas à muito tempo, e dizem para quem quiser ouvir que só permanecem em atividade, por que largaram as drogas e o álcool. Este último, pelo menos, deixaram de lado o abuso.
Quem for ler a biografia do Slash, vai constatar, de acordo com o texto, a sorte que ele possui por ainda estar vivo, depois de tudo que ele usou. O Ozzy Osbourne então..nem se fala! Leiam as bios deles e tirem as próprias conclusões!

Por favor, não quero que pensem que eu os condeno por fumarem e beberem. Cada um faz o que bem entende com o próprio corpo. Agora dizerem que são rockeiros simplesmente por que fazem isso, me desculpem, mas quem ensinou isso a vocês definitivamente está muito mal informado.
Àqueles que estão começando a tocar, se dediquem aos seus instrumentos de verdade, se isso for realmente o que vocês querem fazer. Procurem estudar música em uma escola ou com um professor especializado, ao invés de simplesmente tentarem aprender em casa diante do computador.
Aos rapazes, não achem que ser rockeiro é simplesmente se dar bem com as garotas. Conheço "rockeiros" que montam bandas tendo este como único ou principal objetivo e até hoje não vi nenhuma destas bandas durarem por muito tempo.
Simplesmente por que o tempo, meus amigos... É algo que simplesmente vai embora antes que a gente perceba. Aliás, para a galera que tá começando banda, aqui vai outro recado: Estão pensando em fama fácil? Acham que vão ser rockeiros fodões da noite pro dia, famosos com muitas groupies atrás de vocês e muito dinheiro no bolso?
Ou seja, vocês se olham no espelho e vêem o Axl Rose ou o Bruce Dickinson de amanhã?
Façam um favor a vocês mesmos: Invistam em outro estilo musical, como o sertanejo ou pagode, por que no Rock vai ser um pouco difícil esta escalada para a fama que talvez vocês almejem. Outra dica é tentar anualmente fazerem parte de reality shows como Big Brother e afins, tentem ir em programas ridículos como Ídolos, Fama, etc.. estes sim podem dar à vocês uma chance de serem famosos...nem que seja por alguns minutos. (Se bem que para muitos só isso basta).

Querem saber então o que é ser rockeiro (a) de verdade? É apoiar às bandas de Rock, Hard e Metal que atuam na sua região. E eu não estou me referindo apenas às bandas cover, que apenas reproduzem os trabalhos já prontos das grandes bandas, (PS: Nada contra tais bandas)  mas também me refiro às bandas que compõem as próprias músicas e lançam os seus trabalhos. Querem realmente mostrar uma atitude rockeira foda? Compareçam ao show destas bandas! Não conhecem elas? Aposto com você que elas possuem um perfil no Myspace, ou similar, onde vc pode ouvir suas músicas.  Eu garanto que vocês irão se surpreender com a variedade e qualidade de muitas delas. Mesmo que o show seja para poucas pessoas, vá! Seja uma destas poucas privilegiadas. Estas bandas que precisam do seu apoio hoje podem ser as bandas grandes de amanhã e já pensou você ter o privilégio de dizer que um dia você esteve no show de uma delas? Sim, meus amigos, esta é uma atitude de verdade. Façam amigos na cena, que compartilhem dos mesmos gostos que você. Se você conheceu uma banda bacana na sua cidade, ajude ela a ficar conhecida nela, entre os seus amigos e também  fora dela. Hoje em dia, com um tag no facebook ou twitter, você pode dar sua contribuição. Além de não custar nenhum centavo, e só tomar alguns segundos do seu tempo, você vai ajudar quem realmente faz o Rock N´Roll ser o que é. As vezes eu fico intrigado, em saber que qualquer evento sertanejo nos arredores de Belo Horizonte, não junta menos de 5.000 pessoas, podendo contar com as duplas mais desconhecidas possíveis. Rockeiros possuem  uma diificuldade imensa em frequentar os shows de bandas menores, simplesmente por que elas são menores. E ainda pior que isso, falam mal das bandas e torcem contra, fazem apologia ao fracasso alheio. Ao invés de nos ajudarmos para que tenhamos uma cena forte, nos destruímos uns aos outros. Não é a toa que até hoje a Rede Globo não sabe nicas de Heavy Metal, pois afinal de contas, este estilo ainda não se tornou grande o suficiente para que realmente chamasse àtenção deles, fazendo com que eles se preocupassem em contratar pessoas especializadas no gênero para pautar matérias, controlar o áudio em transmissões como do Rock in Rio, etc.

Rock N´Roll e Heavy Metal, não é apenas fama, mulheres, dinheiro, shows lotados, etc. Esta realidade na verdade, é vivida por uma parcela mínima de músicos no mundo. A grande maioria vive é de trabalho realmente pesado, pois precisam conciliar a música com outras atividades para poderem se sustentar. É organizar shows sem nenhum recurso, sem ajuda de ninguém. É montar uma banda sem ter grana para compra de equipamentos, sem local para ensaiar direito, é começar um programa de rádio com muita dificuldade e sem apoio, é organizar um festival sem patrocínio, É compor um trabalho, e lançá-lo com seus próprios recursos. Mesmo quando existem recursos para se fazer tudo isso, estes, não simplesmente caíram do céu.

Sim, meus amigos. O rock possui as suas peculiaridades interessantes, que fazem dele ser este gênero que tanto amamos. Mas nem tudo são simplesmente flores. Já vi marmanjo com mais de 30, frustrado por que não havia conseguido ser igual a este ou aquele outro músico famoso, e mais de uma vez. Sabem por quê? Por que pessoas assim não possuem autenticidade. Elas embasam a própria vida na vida de outra pessoa, e decidem que elas são merecedoras do mesmo reconhecimento que o outro obteve para si.
Não caiam neste terrível erro! Sejam simplesmente vocês mesmos. Vocês mesmos, não são iguais a mais ninguém. Simples assim. Esta é a vacina perfeita contra a frustração da síndrome do “não fui famoso (a)” como queria.  
Não quero com este texto, ditar o que é certo ou errado, pois jamais me considerarei dono da verdade. Sou nada mais que um músico, rockeiro envolvido com o estilo há 20 anos, e que durante todo este tempo, fez algo pelo Rock ou Metal, por todos os dias destes 20 anos. E ainda quero fazer muito mais em muito mais tempo.
E vocês?
Abraços e a gente se vê por aí!
Filipe Duarte

terça-feira, 19 de julho de 2011

Uma visão sobre a relação entre músicos - Parte II - O "dar certo"

Fala galera?
Depois de longos meses, eis que retorno aqui ao meu blog, com a segunda parte deste artigo, sobre relacionamentos entre músicos. Infelizmente minhas atividades não permitiram que esta segunda parte fosse escrita antes. Peço desculpas à todos pela demora.
Não poderia também deixar de agradecer pela enorme repercussão que tive com a primeira parte, com muito feedback positivo a respeito. Espero de verdade poder ajudar.

Bom, vamos lá:
Um fator crucial para a maioria dos músicos que resolvem iniciar uma banda de Rock, Hard ou Metal, é o famigerado fator "dar certo".
Um dos muitos fatores que diferenciam o Rock de outros estilos, é que o Rock possui uma enorme capacidade de gerar no ouvinte uma esperança, um sentimento, de que ele pode ser igual ao seu ídolo um dia. Isto é algo praticamente unânime. Tanto que uma das perguntas mais clichês que são respondidas em entrevistas por músicos famosos é: "Quais são suas influências?".
Ou seja, o músico responde ali, quais são os outros músicos que vieram antes dele, que o influenciaram, na sua forma de tocar, cantar, compor, agir, etc. Geralmente são músicos do mesmo instrumento (influenciador e influenciado). Um exemplo bem interessante seria Jimmy Page do Led Zeppelin que foi uma enorme influência para Joe Perry do Aerosmith que por sua vez foi e é uma enorme influência para o Slash (Guns N´Roses, Velvet Revolver) e assim por diante.
Sendo assim, o fã de rock não raro se sente instigado a começar ele também a sua própria banda de Rock ou Metal, e seguir os mesmos passos do seu ídolo. Alguns chegam a exagerar nesta influência, querendo soar e literalmente ser igual aos seus ídolos, na forma de tocar, cantar e agir. Estes normalmente optam pelo trabalho cover única e exclusivamente. (Pretendo falar disso em outro momento).
Bom, voltando à nossa questão, onde isso interfere no relacionamento entre músicos?
Simplesmente por que não raro, rolam discordâncias internas a respeito destas influências. Na primeira parte, eu mencionei o fato de músicos não se entenderem quanto ao som que gostariam de fazer, e isto muitas vezes ocorre por que as influências de um, não batem com as do outro, ou um determinado músico da banda, simplesmente "impõe" aos demais que a banda seguirá a influência X apenas. Ou seja, as portas estão fechadas para outras referências. Cabendo então aos demais músicos, aceitarem ou partirem para outra.
Agora, e o "dar certo"? Como que fica?
Uma vez, que o músico resolveu seguir os mesmos passos do seu ídolo, e deseja ser igual a ele, muitas vezes, ele tem a idéia de que a banda só irá "dar certo", quando ele atingir uma visibilidade semelhante à do seu ídolo. Ou seja, quem curte James Hetfield do Metallica, só vai achar que seu trabalho deu certo quando ele vender mais de 100 milhões de discos, e fizer turnés mundiais monstros, de dois anos e meio, como foi a turné do Black Album entre 1991 e 1993. O mesmo se aplica ao fã de Axl Rose, e assim vai.
Os fãns de Heavy Metal em geral são exigentes. Eles não gostam de se "contentar com pouco". Alguns se acham tão talentosos e tão no direito quanto seus ídolos, e por isso alguns deles dedicam boa parte de suas vidas para alcançarem algo semelhante ao que os ídolos alcançaram.
O problema que eu particularmente vejo é que estes músicos estão aí dedicando suas forças e energias, tentando seguir a sombra de um músico que já existe ou existiu, e não se dão conta de que as chances deles alcançarem semelhante posição é praticamente zero. A chance matemática de que isso venha acontecer é algo tão distante de qualquer realidade que podemos considerar como algo praticamente nulo. O tempo começa a passar e quando o músico começa a se dar conta de que ele já não tem mais 20 anos e que ele precisa começar a batalhar pela sua vida, arrumar um emprego que lhe traga renda, conseguir uma boa formação, ele começa a se dar conta de que o sonho realmente é algo distante. A ilusão começa a tomar forma, e muitos descontam esta frustração logo em quem? Nos companheiros de banda. (Que por sinal, muitas vezes o apoiaram e estiveram ali, tocando as músicas dele e servindo de suporte para o seu trabalho).
Eles passam a ser os culpados, ou pelo menos são os primeiros a sofrerem as conseqüências de uma ilusão pessimamente fundamentada de um, que jurou que seria igual ao ídolo um dia.
Muitos não param para imaginar o seguinte: O meio artístico não precisa de outro Axl Rose, ou outro James Hetfield, outro Dave Mustaine, etc. Estes já estão lá com seus lugares conquistados e o meio não precisa de outros iguais. Estes músicos, ao invés de fazerem um bom uso de suas influências e tentarem estabelecer um trabalho autoral de qualidade, com cara própria, decidem seguir os passos dos ídolos a qualquer custo, e na esmagadora maioria das vezes, vão dar de cara com o poste na próxima esquina.
Há pouco tempo, aqui em Belo Horizonte, eu estive mais envolvido com o chamado meio "Hard Rock", ou seja, o circuito de bandas, que seguem a linha de outras como: Bon Jovi, Skid Row, Motley Crue, Ratt, Poison, Guns N´Roses, e as demais bandas da década de oitenta, que marcaram época com um visual bem característico, como cabelos espetados, homens utilizando artigos femininos nas roupas, etc.
Foi muito fácil reparar que neste meio, esta ilusão é algo muito presente. E passados poucos anos, atualmente eu não vejo mais a maioria das bandas e dos personagens nelas envolvidos que até pouco tempo, tinham certeza de que caminhavam rumo ao estrelato e lá iriam dividir espaço com seus ídolos, ficar milionários, ganhar muitas groupies, e ficarem famosos.
O mais interessante disso tudo é que eu estive ali, mas nunca consegui ver esta distância que colocam entre o Hard Rock e o Heavy Metal. Para mim, ambos sempre foram estilos irmãos, que caminharam lado a lado. O próprio Motley Crue, quando começou em 81, não se encaixava em nenhuma categoria, por que o chamado Hard Rock ainda não havia estourado. (fonte: whiplash.net). O guitarrista Slash, comenta em sua autobiografia que foi recusado para ser guitarrista do Poison, pois não atendia ao "conceito visual" deles. Ele comenta que foi muito mais perguntado a respeito de marcas de roupas que usava, do que a respeito dele como guitarrista. Ironicamente, pouco tempo depois, Slash estoura com o Guns N´Roses, mesmo sendo do jeito que era. Enfim, eu hoje toco Heavy Metal, mas comecei curtindo Guns e posso tocar Hard amanhã sem problemas, por que amo ambos segmentos.
Então eu acho que esta é uma boa questão para deixar-mos no encerramento deste artigo.
Afinal de contas, o que é "dar certo"?
Seria única e exclusivamente vender milhões de álbuns, fazer turnés mundiais altamente rentáveis, ter um bom contrato com uma gravadora major, poder comprar mansões, e ficar milionário?
Se for-mos analisar, quantos músicos devem existir no mundo inteiro, e dentre estes, quantos devem viver esta realidade citada?
O conceito de "dar certo", precisa ser profundamente refletido por todos aqueles que querem lançar um trabalho na música, e em especial dentro do Rock. Você conseguir fazer os seus shows na região onde reside, conseguir um certo número de plays no myspace e youtube, pode ser também uma boa vitória a curto prazo, mesmo que não venham os contratos e as turnés mundias. 
Bandas em formação, ou inicio dos trabalhos, ou mesmo àquelas que já são iniciadas. Procurem por sua própria identidade. Saiba bem a diferença entre servir-se da influência e serví-la.
Faça o SEU trabalho! O trabalho do seu ídolo já foi feito, e está aí para quem quiser absorver. Eu sou um fã inveterado de Guns N´Roses e Metallica. Conheci ambas as bandas no início dos anos 90, e até hoje as tenho como minhas favoritas. Nada irá mudar isso. Mas eu sou eu, e eles são eles. Eu os amo, mas eu sinceramente amo o meu trabalho ainda mais.
Se irei me tornar igual a eles em termos de tamanho? Certamente não. As circunstâncias são completamente diferentes e eu não estou preocupado em andar pelo mesmo caminho de tijolos amarelos que eles. Todos nós temos o nosso próprio caminho, como músicos. Se você acredita que seu trabalho possui qualidade, nunca perca a fé nisso. Procure conquistar aqueles que assim como você gostam da música como ela é, e possuem ouvidos para ouvir, e não simplesmente roupa para vestir, ou cabelo para usar.
Situe-se no seu tempo. Viva o aqui e o agora. Faça bom uso da sua nostalgia, mas nunca esqueça de que o que passou, não voltará mais. E talvez daqui a um tempo, você se lembre dos tempos atuais com saudades e se arrependa de não ter vivido o agora com a devida intensidade que poderia, por que vc estava preso ao passado. E por isso, talvez só enxergue o presente, daqui a um tempo, quando ele já tiver virado passado.
Acho que roqueiros de um modo geral possuem uma grande dificuldade em viver o presente. Quem vive de passado é museu, e roqueiros muitas vezes se fazem de peças de museu ambulantes, que saem por aí, como se estivessem em Los Angeles no ano de 1986.
Se o presente não lhe agrada, faça dele algo melhor, por que não? E que tal usar a sua música para isso?
Abraços metálicos e até a próxima!