quinta-feira, 9 de abril de 2015
Esfera do Rock - Book Review da Biografia do Slayer!
Não deixe de conferir o review da biografia do Slayer.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Sete Tabus e preconceitos que os rockeiros (brasileiros) ainda precisam quebrar
Olá meu caro leitor. Um dos assuntos que eu estive pensando ultimamente e resolvi escrever a respeito, trata desta questão dos tabus que comumente ainda persiste na mentalidade do rockeiro brasileiro. Vamos a alguns deles:
1) Bandas "arranjadas" ou "montadas":
Eu explico: Bandas onde normalmente houve a figura de um empresário ou um chefe, um cabeça, alguém que esteve presente no início do processo e pode ter funcionado como "facilitador" para que os músicos se encontrassem e montassem o trabalho. Normalmente nestes casos, não se trata de um grupo de amigos de escola, rua ou bairro que descobriram gostos em comum e resolveram montar uma banda. Aqui no Brasil um dos exemplos mais clássicos de bandas assim, talvez seja o Angra. Como todos sabem, nem todos os integrantes se conheciam bem antes de montarem a banda, que no seu início tinha na figura de um empresário amplamente conhecido no cenário a sua liderança maior, pois foi ele quem aparentemente investiu na banda no início. Eu mesmo, cansei de ouvir comentários pejorativos contra o Angra por conta deles serem uma banda "arranjada". Enfim...arranjada ou não... foi esta banda que trouxe ao mundo álbuns clássicos como Angels Cry e Holy Land para dizer o mínimo. Se uma pessoa funciona como facilitador para que músicos possam estar juntos e criarem música, tocarem, gravarem, fazerem shows, o que há de errado nisso?
2) Líderes "mão de ferro":
É consenso de que normalmente bandas precisam da figura de um líder. Todos sabem que o líder no Iron Maiden é o Steve Harris. No Metallica, o Lars Ulrich (com uma co-liderança do vocalista James Hetfield). Enfim, toda banda que cresce e se torna relativamente conhecida precisa arranjar uma forma de trabalhar o seu gerenciamento, e isto normalmente é feito pelo líder. Cada banda possui uma forma de trabalhar esta liderança, pois não existe uma fórmula pronta. Este líder pode ser radical ou mais moderado, depende de cada caso. Os finlandeses do Nightwish possuem na figura do tecladista Tuomas Holopainen o seu líder maior. Qualquer fã da banda sabe disto. Tuomas (juntamente com o restante da banda) já foi responsável pela demissão de duas ex-vocalistas da banda. Há quem pense que Floor Jansen (atual vocalista) ainda verá o olho da rua a qualquer momento, baseado no histórico da banda. Alguns acusam Tuomas de ser ditador. Acho interessante estas acusações, pois o sujeito não sabe o que se passa do "lado de lá" da banda. Quando eles estão reunidos, tocando, compondo, gravando, discutindo...este é um momento deles. E se o Tuomas é ditador, este fato é certamente aceito pelos demais, pois se eles não aceitassem poderiam sair da banda por livre e espontânea vontade, concordam? Portanto, se bandas se tornam bem sucedidas, isto significa que elas possuem um gerenciamento e uma liderança que também foi bem sucedida, pois as estratégias traçadas por eles no passado deram certo e hoje eles colhem o resultado do trabalho duro deles. Líderes por sua vez, comumente também possuem um grau de responsabilidade maior dentro do grupo. Se algo der errado, eles também são os mais prejudicados, muitas vezes inclusive financeiramente. Agradeça por sua banda preferida possuir um líder. E se ele é ditador ou não, isto é um problema único e exclusivo de quem trabalha com ele, o que não é o seu caso.
3) Estratégias de marketing:
A alguns anos atrás, os americanos da banda Dream Theater e o então baterista Mike Portnoy resolveram encerrar uma parceria de mais de 20 anos, culminando na saída dele da banda, que (pegando um gancho com o item anterior), era também um dos líderes da banda. Ao selecionarem um novo baterista a banda resolveu filmar um documentário e trabalhar esta notícia juntamente com seu público. O detalhe é que eles resolveram lançar o documentário meses após o mesmo ter sido filmado, quando o novo disco já estava praticamente pronto. E até então os fans da banda não faziam idéia do que se passava com a banda, muito menos sabiam que ela já contava com um novo baterista. Muitos se perguntaram, qual o motivo de tudo aquilo, pois não entendiam. Pois bem, o Dream Theater anunciou o novo baterista Mike Mangini que por sinal sucedeu Portnoy muito bem, e atualmente a banda está em ótimas mãos, pois já estão trabalhando no terceiro trabalho desde a entrada de Mangini, a cerca de 4 anos atrás. Podemos dizer no bom linguajar, que eles simplesmente resolveram fazer do limão uma limonada. Estratégias de marketing quando bem aplicadas funcionam. E os fans de Heavy Metal não deviam torcer o nariz quando suas bandas favoritas fizerem algo deste tipo. Tudo que a banda está querendo fazer é chamar a sua atenção. Eles querem que você preste atenção em algo que eles estão preparando, que eles consideram como especial. Você tem o direito de gostar ou não. O problema é quando algumas bandas resolvem depender única e exclusivamente destas tais estratégias deixando a música em segundo plano. Aí realmente as críticas podem se fazer valer.
4) Direcionamento mais comercial
Todos lembram os álbuns Load e Reload do Metallica...ou o Risk do Megadeth. Estes normalmente são os "patinhos feios" destas bandas. Até o Slayer acabou flertando com o new metal em algum momento da carreira. Como fã, você tem o direito de gostar ou não de um determinado trabalho que sua banda resolve lançar. Da mesma forma a banda também tem o pleno direito de escolher qual direcionamento quer seguir no seu próximo lançamento. Um detalhe que passa desapercebido de muitos fans, é que a maioria das bandas grandes que estão em atividade, elas também precisam atender uma expectativa das respectivas gravadoras que as contratam. Portanto o direcionamento musical muitas vezes não vem apenas da banda por si só, mas também das empresas que a financiam. Aliás... alguém aí já esqueceu que uma gravação em estúdio profissional custa dinheiro? (Rá.!!)
Quando o Metallica sentou para discutir o direcionamento do vindouro album preto (Black Album), ou simplesmente Metallica, eles já haviam conquistado o mercado Heavy Metal em todo o mundo. Dali para frente eles queriam conquistar o mercado da música como um todo. Eles escolheram gravar um trabalho que pudesse ir além. Que pudesse alcançar as pessoas comuns. Eles escolheram se tornar o U2 do Heavy Metal. E foi exatamente isto que eles fizeram. E graças a esta decisão, hoje nós temos Nothing Else Matters, Enter Sandman, Sad but True, The Unforgiven, entre outras excelentes faixas que compõem aquele álbum, cuja gravação é uma referência até os dias atuais e provavelmente jamais será superada, nem mesmo pela própria banda. Aliás, diga-se de passagem foi com este álbum que eu conheci o Metallica, e eu particularmente nunca reclamei do direcionamento dele, muito até pelo contrário. Sempre fui grato por ele ter sido feito por que ele mudou minha vida.
5) Meet and Greet
Este é um outro assunto que é um tabu, entre muitos fans. Antes de mais nada vamos explicar o que é o Meet and Greet, para quem não sabe. O MaG, traduzido ao pé da letra significaria algo como "conhecer e cumprimentar". Esta prática já é comum nos festivais europeus e americanos a muito tempo, e de poucos anos pra cá começou a se tornar comum aqui no Brasil também. Mas nem todo mundo entende ou mesmo aceita isto. Ou seja, é comum no Rock, os fans quererem ter um contato mais próximo e pessoal com sua banda favorita. A maioria sente um desejo muito grande em tirar uma foto ou pegar um autógrafo e quem sabe trocar algumas palavras com seu ídolo. As bandas então encontraram uma forma de capitalizar este desejo dos fans, simplesmente vendendo a eles este momento. O fã que pagar um valor a mais, além do ingresso do show, pode ter a oportunidade de conhecer o seu ídolo de forma "legalizada", sem empurrões, sem passar horas em fila, nada disso. O músico vai lá, gasta cerca de 1 minuto com o fã, troca poucas palavras tira uma ou duas fotos, autografa alguns itens e pronto. Fã satisfeito, ídolo com grana no bolso. Eu particularmente, penso que após as mudanças impostas ao mercado fonográfico, depois do surgimento da internet, e da mudança na forma como as pessoas ouvem e consomem música, não tenho nenhum problema com esta prática. Oferece o serviço quem quer e paga por ele quem quer também. Vejo o MaG como uma extensão da mesa de merchandising. Vivemos num livre mercado. Se você opta por não pagar pelo MaG, está exercendo o seu direito, assim como quem resolve pagar também está. Já vi alguns músicos se posicionarem contra o MaG, e demonstrando esta posição, simplesmente atendendo a todos de forma igual, sem distinção de quem pagou mais ou menos. Esta também é uma prática muito nobre de muitos músicos. Existe uma diferença entre você fazer um show para um público médio de 400 pessoas, e após o show você gastar cerca de uma hora para atender algumas delas que dentre estas mostraram interesse em tirar foto ou pegar autógrafo. Agora pense se este público for na verdade de um número maior.. de 3000 pessoas por exemplos, seria impossível atender a todos. Nestas horas, o MaG, acaba sendo a opção menos complicada de ser resolver este impasse.
6) Bandas ou empresas?
Outro ponto onde muitos torcem o nariz. (Aliás, notem que muitos destes tópicos aqui estão interligados um com o outro). Sim meu amigo, minha amiga. A sua banda favorita, seja ela qual for, considerando que ela é uma banda de pelo menos um porte médio (realiza turnês com regularidade e lança discos), certamente é uma empresa. Mas por que? Por que não existe outra forma de fazer uma banda funcionar de forma profissional, que não seja transformando ela numa empresa registrada pelos órgãos competentes. Normalmente os líderes das bandas são os donos ou sócios majoritários das respectivas bandas/empresas. Muitos fãs, ao se depararem com esta realidade torcem o nariz, pois acham que o fato de bandas serem empresas, de certa forma macularia um pouco aquela idéia que ele tem da sua banda favorita ou dos seus ídolos. O que muitos precisam entender é que para que o a música se torne uma realidade, é necessário que a outra parte envolvida também funcione, que é o show business. Para que sua banda favorita faça um show na sua cidade é necessário que um produtor local contrate a banda para tocar, bem como alugue o espaço onde o show vai ocorrer, providencie o equipamento, e pague a banda. Não, sua banda favorita não toca de graça jamais. Eles tocam por dinheiro sim, por que são músicos profissionais. Ou seja, aquilo é o trabalho deles. A banda é um emprego, e é com aquele dinheiro que eles sustentam suas famílias. Se nenhuma banda fosse empresa, não haveria possibilidade de haver o cenário mundial que temos atualmente, e como consequência não haveriam shows como conhecemos. Somente shows pequenos em inferninhos. Todas as bandas seriam amadoras e tocariam com equipamentos ruins.
7) Ídolo - Amigo?
Vamos pensar nesta seguinte situação: Você tem sua banda favorita, e provavelmente um ou mais integrantes você tem como ídolo (s). Você como fã, conhece a fundo a obra da banda, tem suas músicas favoritas, conhece as letras, acompanha as novidades, etc. Talvez você também saiba detalhes da vida pessoal dele (s). Aliás...quase sempre o fã sabe, o que é perfeitamente normal.
Agora vamos para o outro lado desta moeda, que é o lado do seu ídolo em questão. É nestas horas que o fã precisa encarar algumas verdades que talvez sejam duras. O seu ídolo não te conhece. Talvez ele more em outro país, fala uma língua diferente da sua. Ele não sabe quem você é, o seu nome, ele talvez só saiba que você gosta dele. O que ELE deve fazer a respeito disso? Simplesmente nada, pois a parte que cabe a ele é unicamente apresentar um trabalho. Se ele está na sua cidade para fazer um show, significa que ele foi contratado para isto e única obrigação que ele possui ao estar na sua cidade é em apresentar este show o qual ele está sendo pago para fazer. Muitos fãs, resolvem esperar seus ídolos em portas de hotel, aeroporto ou as vezes no próprio local do show, para terem um contato mais próximo, o que pode ser saudável muitas vezes. Mas muitos esquecem que os ídolos também são seres humanos, e estão dotados das mais diversas qualidades e/ou defeitos no âmbito pessoal. Dependendo da proporção, estas situações aqui descritas podem ser mais ou menos sérias.
Neste aspecto os fans brasileiros saem na frente. Os fans brasileiros normalmente esperam algo a mais dos seus ídolos, além da música que eles tem para oferecer. E as vezes, algumas situações complicadas acontecem. Novamente irei citar aqui os finlandeses do Nightwish, que em 2008 estiveram no Brasil e Belo Horizonte estava incluída no roteiro. A recém admitida vocalista Anete Olzon dividia opiniões entre os fans, e sofria muito com comparações com sua predecessora, Tarja Turunen. Podemos ver neste vídeo, um grupo de fans tentando obter algum contato com a vocalista que já está dentro da van. Provavelmente, a banda já devia estar a caminho do aeroporto para deixarem a cidade. Podemos ver que um fã mais afoito grita desesperadamente pela vocalista, mesmo falando em português. Ao perceber que ela o ignora, ele passa a chamá-la de alguns nomes não muito educados. O problema que eu vejo em situações como esta é que comumente apenas um dos lados da moeda é considerado que é o lado do fã. Se você resolve esperar seu ídolo na porta do hotel ou aeroporto, você precisa considerar talvez ele não queira ou mesmo não possa te atender. Ele não te conhece. Aquele é um momento dele e não seu. Ele está em transito, está longe de casa, num outro país, outra cultura, outra comida, é tudo diferente. Seu ídolo pode estar cansado, pode não ter dormido bem a noite. Ele provavelmente terá outro show para fazer na próxima noite, talvez em outra cidade, e portanto tem horários a cumprir com este próximo compromisso. Enfim, existe uma infinidade de motivos que possam justificar um músico não querer ou não poder atender um fã. Mas estes fans, não se importam com isto. Eles exigem que Anete saia da Van e os atenda, dê beijos, tire a roupa, etc... (sim, eu exagerei, ...tem que manter o humor né? Rs).
Meu caro leitor. Seu ídolo não é seu amigo e a chance de que ele talvez passe a ser um dia é próxima de zero. Delicie-se com a música que ele faz, e se você conseguir um autógrafo ou foto, lembre-se que isto será um enorme lucro. Mas se não conseguir, não permita que seu mundo acabe por causa disso. Acho que muitos fans precisam respeitar seus ídolos neste ponto também, as vezes, como por exemplo estes que abordaram a van do Nightwish em BH.
Na mesma ocasião, podemos ver neste outro vídeo Anete conversando normalmente com fans desta vez no Rio de Janeiro, e estes consequentemente bem mais educados. Que coisa não?
Você concorda? Discorda? Deixe seu comentário.
Obrigado e até o próximo post.
Abraços Metálicos,
Filipe Duarte
1) Bandas "arranjadas" ou "montadas":
Eu explico: Bandas onde normalmente houve a figura de um empresário ou um chefe, um cabeça, alguém que esteve presente no início do processo e pode ter funcionado como "facilitador" para que os músicos se encontrassem e montassem o trabalho. Normalmente nestes casos, não se trata de um grupo de amigos de escola, rua ou bairro que descobriram gostos em comum e resolveram montar uma banda. Aqui no Brasil um dos exemplos mais clássicos de bandas assim, talvez seja o Angra. Como todos sabem, nem todos os integrantes se conheciam bem antes de montarem a banda, que no seu início tinha na figura de um empresário amplamente conhecido no cenário a sua liderança maior, pois foi ele quem aparentemente investiu na banda no início. Eu mesmo, cansei de ouvir comentários pejorativos contra o Angra por conta deles serem uma banda "arranjada". Enfim...arranjada ou não... foi esta banda que trouxe ao mundo álbuns clássicos como Angels Cry e Holy Land para dizer o mínimo. Se uma pessoa funciona como facilitador para que músicos possam estar juntos e criarem música, tocarem, gravarem, fazerem shows, o que há de errado nisso?
2) Líderes "mão de ferro":
É consenso de que normalmente bandas precisam da figura de um líder. Todos sabem que o líder no Iron Maiden é o Steve Harris. No Metallica, o Lars Ulrich (com uma co-liderança do vocalista James Hetfield). Enfim, toda banda que cresce e se torna relativamente conhecida precisa arranjar uma forma de trabalhar o seu gerenciamento, e isto normalmente é feito pelo líder. Cada banda possui uma forma de trabalhar esta liderança, pois não existe uma fórmula pronta. Este líder pode ser radical ou mais moderado, depende de cada caso. Os finlandeses do Nightwish possuem na figura do tecladista Tuomas Holopainen o seu líder maior. Qualquer fã da banda sabe disto. Tuomas (juntamente com o restante da banda) já foi responsável pela demissão de duas ex-vocalistas da banda. Há quem pense que Floor Jansen (atual vocalista) ainda verá o olho da rua a qualquer momento, baseado no histórico da banda. Alguns acusam Tuomas de ser ditador. Acho interessante estas acusações, pois o sujeito não sabe o que se passa do "lado de lá" da banda. Quando eles estão reunidos, tocando, compondo, gravando, discutindo...este é um momento deles. E se o Tuomas é ditador, este fato é certamente aceito pelos demais, pois se eles não aceitassem poderiam sair da banda por livre e espontânea vontade, concordam? Portanto, se bandas se tornam bem sucedidas, isto significa que elas possuem um gerenciamento e uma liderança que também foi bem sucedida, pois as estratégias traçadas por eles no passado deram certo e hoje eles colhem o resultado do trabalho duro deles. Líderes por sua vez, comumente também possuem um grau de responsabilidade maior dentro do grupo. Se algo der errado, eles também são os mais prejudicados, muitas vezes inclusive financeiramente. Agradeça por sua banda preferida possuir um líder. E se ele é ditador ou não, isto é um problema único e exclusivo de quem trabalha com ele, o que não é o seu caso.
3) Estratégias de marketing:
A alguns anos atrás, os americanos da banda Dream Theater e o então baterista Mike Portnoy resolveram encerrar uma parceria de mais de 20 anos, culminando na saída dele da banda, que (pegando um gancho com o item anterior), era também um dos líderes da banda. Ao selecionarem um novo baterista a banda resolveu filmar um documentário e trabalhar esta notícia juntamente com seu público. O detalhe é que eles resolveram lançar o documentário meses após o mesmo ter sido filmado, quando o novo disco já estava praticamente pronto. E até então os fans da banda não faziam idéia do que se passava com a banda, muito menos sabiam que ela já contava com um novo baterista. Muitos se perguntaram, qual o motivo de tudo aquilo, pois não entendiam. Pois bem, o Dream Theater anunciou o novo baterista Mike Mangini que por sinal sucedeu Portnoy muito bem, e atualmente a banda está em ótimas mãos, pois já estão trabalhando no terceiro trabalho desde a entrada de Mangini, a cerca de 4 anos atrás. Podemos dizer no bom linguajar, que eles simplesmente resolveram fazer do limão uma limonada. Estratégias de marketing quando bem aplicadas funcionam. E os fans de Heavy Metal não deviam torcer o nariz quando suas bandas favoritas fizerem algo deste tipo. Tudo que a banda está querendo fazer é chamar a sua atenção. Eles querem que você preste atenção em algo que eles estão preparando, que eles consideram como especial. Você tem o direito de gostar ou não. O problema é quando algumas bandas resolvem depender única e exclusivamente destas tais estratégias deixando a música em segundo plano. Aí realmente as críticas podem se fazer valer.
4) Direcionamento mais comercial
Todos lembram os álbuns Load e Reload do Metallica...ou o Risk do Megadeth. Estes normalmente são os "patinhos feios" destas bandas. Até o Slayer acabou flertando com o new metal em algum momento da carreira. Como fã, você tem o direito de gostar ou não de um determinado trabalho que sua banda resolve lançar. Da mesma forma a banda também tem o pleno direito de escolher qual direcionamento quer seguir no seu próximo lançamento. Um detalhe que passa desapercebido de muitos fans, é que a maioria das bandas grandes que estão em atividade, elas também precisam atender uma expectativa das respectivas gravadoras que as contratam. Portanto o direcionamento musical muitas vezes não vem apenas da banda por si só, mas também das empresas que a financiam. Aliás... alguém aí já esqueceu que uma gravação em estúdio profissional custa dinheiro? (Rá.!!)
Quando o Metallica sentou para discutir o direcionamento do vindouro album preto (Black Album), ou simplesmente Metallica, eles já haviam conquistado o mercado Heavy Metal em todo o mundo. Dali para frente eles queriam conquistar o mercado da música como um todo. Eles escolheram gravar um trabalho que pudesse ir além. Que pudesse alcançar as pessoas comuns. Eles escolheram se tornar o U2 do Heavy Metal. E foi exatamente isto que eles fizeram. E graças a esta decisão, hoje nós temos Nothing Else Matters, Enter Sandman, Sad but True, The Unforgiven, entre outras excelentes faixas que compõem aquele álbum, cuja gravação é uma referência até os dias atuais e provavelmente jamais será superada, nem mesmo pela própria banda. Aliás, diga-se de passagem foi com este álbum que eu conheci o Metallica, e eu particularmente nunca reclamei do direcionamento dele, muito até pelo contrário. Sempre fui grato por ele ter sido feito por que ele mudou minha vida.
5) Meet and Greet
Este é um outro assunto que é um tabu, entre muitos fans. Antes de mais nada vamos explicar o que é o Meet and Greet, para quem não sabe. O MaG, traduzido ao pé da letra significaria algo como "conhecer e cumprimentar". Esta prática já é comum nos festivais europeus e americanos a muito tempo, e de poucos anos pra cá começou a se tornar comum aqui no Brasil também. Mas nem todo mundo entende ou mesmo aceita isto. Ou seja, é comum no Rock, os fans quererem ter um contato mais próximo e pessoal com sua banda favorita. A maioria sente um desejo muito grande em tirar uma foto ou pegar um autógrafo e quem sabe trocar algumas palavras com seu ídolo. As bandas então encontraram uma forma de capitalizar este desejo dos fans, simplesmente vendendo a eles este momento. O fã que pagar um valor a mais, além do ingresso do show, pode ter a oportunidade de conhecer o seu ídolo de forma "legalizada", sem empurrões, sem passar horas em fila, nada disso. O músico vai lá, gasta cerca de 1 minuto com o fã, troca poucas palavras tira uma ou duas fotos, autografa alguns itens e pronto. Fã satisfeito, ídolo com grana no bolso. Eu particularmente, penso que após as mudanças impostas ao mercado fonográfico, depois do surgimento da internet, e da mudança na forma como as pessoas ouvem e consomem música, não tenho nenhum problema com esta prática. Oferece o serviço quem quer e paga por ele quem quer também. Vejo o MaG como uma extensão da mesa de merchandising. Vivemos num livre mercado. Se você opta por não pagar pelo MaG, está exercendo o seu direito, assim como quem resolve pagar também está. Já vi alguns músicos se posicionarem contra o MaG, e demonstrando esta posição, simplesmente atendendo a todos de forma igual, sem distinção de quem pagou mais ou menos. Esta também é uma prática muito nobre de muitos músicos. Existe uma diferença entre você fazer um show para um público médio de 400 pessoas, e após o show você gastar cerca de uma hora para atender algumas delas que dentre estas mostraram interesse em tirar foto ou pegar autógrafo. Agora pense se este público for na verdade de um número maior.. de 3000 pessoas por exemplos, seria impossível atender a todos. Nestas horas, o MaG, acaba sendo a opção menos complicada de ser resolver este impasse.
6) Bandas ou empresas?
Outro ponto onde muitos torcem o nariz. (Aliás, notem que muitos destes tópicos aqui estão interligados um com o outro). Sim meu amigo, minha amiga. A sua banda favorita, seja ela qual for, considerando que ela é uma banda de pelo menos um porte médio (realiza turnês com regularidade e lança discos), certamente é uma empresa. Mas por que? Por que não existe outra forma de fazer uma banda funcionar de forma profissional, que não seja transformando ela numa empresa registrada pelos órgãos competentes. Normalmente os líderes das bandas são os donos ou sócios majoritários das respectivas bandas/empresas. Muitos fãs, ao se depararem com esta realidade torcem o nariz, pois acham que o fato de bandas serem empresas, de certa forma macularia um pouco aquela idéia que ele tem da sua banda favorita ou dos seus ídolos. O que muitos precisam entender é que para que o a música se torne uma realidade, é necessário que a outra parte envolvida também funcione, que é o show business. Para que sua banda favorita faça um show na sua cidade é necessário que um produtor local contrate a banda para tocar, bem como alugue o espaço onde o show vai ocorrer, providencie o equipamento, e pague a banda. Não, sua banda favorita não toca de graça jamais. Eles tocam por dinheiro sim, por que são músicos profissionais. Ou seja, aquilo é o trabalho deles. A banda é um emprego, e é com aquele dinheiro que eles sustentam suas famílias. Se nenhuma banda fosse empresa, não haveria possibilidade de haver o cenário mundial que temos atualmente, e como consequência não haveriam shows como conhecemos. Somente shows pequenos em inferninhos. Todas as bandas seriam amadoras e tocariam com equipamentos ruins.
7) Ídolo - Amigo?
Vamos pensar nesta seguinte situação: Você tem sua banda favorita, e provavelmente um ou mais integrantes você tem como ídolo (s). Você como fã, conhece a fundo a obra da banda, tem suas músicas favoritas, conhece as letras, acompanha as novidades, etc. Talvez você também saiba detalhes da vida pessoal dele (s). Aliás...quase sempre o fã sabe, o que é perfeitamente normal.
Agora vamos para o outro lado desta moeda, que é o lado do seu ídolo em questão. É nestas horas que o fã precisa encarar algumas verdades que talvez sejam duras. O seu ídolo não te conhece. Talvez ele more em outro país, fala uma língua diferente da sua. Ele não sabe quem você é, o seu nome, ele talvez só saiba que você gosta dele. O que ELE deve fazer a respeito disso? Simplesmente nada, pois a parte que cabe a ele é unicamente apresentar um trabalho. Se ele está na sua cidade para fazer um show, significa que ele foi contratado para isto e única obrigação que ele possui ao estar na sua cidade é em apresentar este show o qual ele está sendo pago para fazer. Muitos fãs, resolvem esperar seus ídolos em portas de hotel, aeroporto ou as vezes no próprio local do show, para terem um contato mais próximo, o que pode ser saudável muitas vezes. Mas muitos esquecem que os ídolos também são seres humanos, e estão dotados das mais diversas qualidades e/ou defeitos no âmbito pessoal. Dependendo da proporção, estas situações aqui descritas podem ser mais ou menos sérias.
Neste aspecto os fans brasileiros saem na frente. Os fans brasileiros normalmente esperam algo a mais dos seus ídolos, além da música que eles tem para oferecer. E as vezes, algumas situações complicadas acontecem. Novamente irei citar aqui os finlandeses do Nightwish, que em 2008 estiveram no Brasil e Belo Horizonte estava incluída no roteiro. A recém admitida vocalista Anete Olzon dividia opiniões entre os fans, e sofria muito com comparações com sua predecessora, Tarja Turunen. Podemos ver neste vídeo, um grupo de fans tentando obter algum contato com a vocalista que já está dentro da van. Provavelmente, a banda já devia estar a caminho do aeroporto para deixarem a cidade. Podemos ver que um fã mais afoito grita desesperadamente pela vocalista, mesmo falando em português. Ao perceber que ela o ignora, ele passa a chamá-la de alguns nomes não muito educados. O problema que eu vejo em situações como esta é que comumente apenas um dos lados da moeda é considerado que é o lado do fã. Se você resolve esperar seu ídolo na porta do hotel ou aeroporto, você precisa considerar talvez ele não queira ou mesmo não possa te atender. Ele não te conhece. Aquele é um momento dele e não seu. Ele está em transito, está longe de casa, num outro país, outra cultura, outra comida, é tudo diferente. Seu ídolo pode estar cansado, pode não ter dormido bem a noite. Ele provavelmente terá outro show para fazer na próxima noite, talvez em outra cidade, e portanto tem horários a cumprir com este próximo compromisso. Enfim, existe uma infinidade de motivos que possam justificar um músico não querer ou não poder atender um fã. Mas estes fans, não se importam com isto. Eles exigem que Anete saia da Van e os atenda, dê beijos, tire a roupa, etc... (sim, eu exagerei, ...tem que manter o humor né? Rs).
Meu caro leitor. Seu ídolo não é seu amigo e a chance de que ele talvez passe a ser um dia é próxima de zero. Delicie-se com a música que ele faz, e se você conseguir um autógrafo ou foto, lembre-se que isto será um enorme lucro. Mas se não conseguir, não permita que seu mundo acabe por causa disso. Acho que muitos fans precisam respeitar seus ídolos neste ponto também, as vezes, como por exemplo estes que abordaram a van do Nightwish em BH.
Na mesma ocasião, podemos ver neste outro vídeo Anete conversando normalmente com fans desta vez no Rio de Janeiro, e estes consequentemente bem mais educados. Que coisa não?
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Obrigado e até o próximo post.
Abraços Metálicos,
Filipe Duarte
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Segunda parte da Vídeo Resenha do livro: Max Cavalera: My Bloody Roots
Segunda parte disponível!
Não esqueça de deixar a sua opinião nos comentários abaixo ou no próprio vídeo.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Max Cavalera: My Bloody Roots - Toda a verdade sobre a maior lenda do Heavy Metal brasileiro
Primeira parte do Vídeo Review do livro: Max Cavalera - My Bloody Roots
Não esqueça de deixar a sua opinião!
A segunda parte estará disponível nos próximos dias.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Gostar de Rock pode influenciar positivamente numa entrevista de emprego?
Gostar de rock começa a pesar na avaliação profissional
Marcelo MoreiraPor mais preconceituoso que seja, não dá para fugir: a forma como a pessoa fala, se veste, age, trabalha, dirige e muitas coisas mais dizem muito sobre o indivíduo. Dá para julgar cada um por esse tipo de coisa? Cada um avalie da forma como achar melhor.
Da mesma forma, os hábitos culturais – os livros que lê, a música que ouve, os eventos frequenta – também dizem bastante sobre as pessoas. Existe a chance de se errar por completo, mas faz parte do jogo.
Dois fatos importantes, apesar de corriqueiros, mostram que os apreciadores de rock podem ter esperança de dias melhores, apesar dos casos recorrentes de preconceito explícito e perseguição por conta do gosto pessoal em pleno século XXI – algumas dessas excrescências têm sido narradas aqui em textos no Combate Rock.
No começo de agosto um gerente de uma grande multinacional instalada no ABC (Grande São Paulo) penava para contratar um estagiário para a área de contabilidade e administração. Analisou diversos currículos e entrevistou 24 jovens ainda na faculdade ou egressos de cursos técnicos.
Conversou com todo o tipo de gente, do mais certinho ao mais despojado, do mais conservador à mais desinibida e modernosa. Preconceitos à parte, procurou focar apenas a questão técnica e os conhecimentos exigidos.
Alguns candidatos até possuíam a maioria dos requisitos exigidos, mas acabaram desclassificados em um quesito fundamental para o gerente: informação geral, que inclui hábitos culturais.
O escolhido foi um rapaz de 20 anos, o penúltimo a ser escolhido. Bem vestido, mas de forma casual, usando rabo de cavalo, mostrou segurança e certa descontração, além de bom vocabulário e de se expressar de forma razoável, bem acima da média.
Durante as perguntas, o gestor observou que o garoto segurava um livro e carregava um iPod. O livro era a biografia de Eric Clapton. Após a quinta pergunta, direcionou a conversa para conhecimentos gerais e percebeu que o rapaz lia jornais e se interessava pelo noticiário.
“Você gosta de rock?”, perguntou o gerente. “Sim, e de jazz também”, respondeu o garoto. O entrevistador não se conteve e indagou se o rapaz se importava de mostrar o que o iPod continha. E viu um gosto eclético dentro do próprio rock: havia muita coisa de Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC, mas também de Miles Davis e big bands.
“Não aprecio rock, não suporto o que minhas filhas ouvem, mesmo seja Rolling Stones, meu negócio é Mozart, Bach e música erudita. Mas uma coisa eu aprendi nas empresas em que passei e nos processos seletivos que coordenei: quem gosta de rock geralmente é um profissional mais antenado, que costuma ler mais do que a média porque se interessa pelos artistas do estilo. Geralmente são mais bem informados sobre o que acontece no mundo e respondem bem no trabalho quando são contratados. Nunca me arrependi ao levar em consideração também esse critério”, diz o gerente.
O resultado é que o garoto foi contratado após 15 minutos de conversa, enquanto cada entrevista com os outros candidatos durava 40 minutos. “Não tive dúvida alguma ao contratá-lo. E o mais interessante disso: percebo que essa é uma tendência em parte do mercado há pelo menos três anos, pois converso muito com amigos de outras empresas e esse tipo de critério está bastante disseminado. Quem gosta de rock é ao menos diferenciado”, finalizou o gestor.
Já em uma escola particular da zona oeste de São Paulo, do tipo mais alternativo e liberal, o trabalho de conclusão do ensino médio era uma espécie de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) das faculdades. A diferença é que, para não ter essa carga de responsabilidade, foi criado uma espécie de concurso para premiar algumas categorias de trabalhos – profundidade do tema, ousadia, importância social e mais alguns critérios.
O vencedor geral foi o de uma menina esperta de 17 anos, filha de um jornalista pouco chegado ao rock, mas com bom gosto para ouvir jazz e blues. O trabalho tentava traduzir para a garotada a importância dos Beatles para a música popular do século XX.
Para isso realizou uma ampla pesquisa sobre as origens do blues, do jazz, da country music norte-americana e traçou um panorama completo da evolução do rock desde os primórdios até os megashows de Rush, AC/DC, U2 e Metallica. Seu trabalho contou ainda com a defesa de uma tese em frente a uma banca de professores.
O resultado é que, além do prêmio principal – placa de prata e uma quantia em dinheiro em forma de vale para ser gasto em uma livraria –, acabou sendo agraciada com a proposta de transformar seu trabalho em um pequeno livro, bancado pela escola. Detalhe: a reivindicação partiu dos colegas da menina, que ficaram fascinados com a história do rock – poucos deles eram íntimos do gênero, pelo que o pai da menina me contou.
Os
Beatles foram o ponto de partida para uma aluna de um colégio
paulistano para traçar um panorama extenso e completo sobre a história
do rock; o trabalho ganhou prêmio e vai se transformar em livro
Gostar de rock não torna ninguém melhor ou pior, mais ou menos competente, mais ou menos inteligente. Mas os casos acima mostram que o roqueiro pode se beneficiar de situações em que é possível se mostrar diferenciado, mostrando uma cultura geral acima da média e mais versatilidade no campo profissional. E o que é melhor, isso começa a ser reconhecido por um parte do mercado.
Bom gosto não se discute: adquire-se.
Fonte: blogs.estadao.com.br
GIBSON.COM eleje as 50 melhores músicas de Heavy Metal de todos os tempos.
E aí, você já ouviu todas as músicas aqui listadas? Concorda com a lista? Alguma faixa que na sua opinião não poderia ter ficado de fora, ou foi incluída injustamente?
Deixe sua opinião!
Segue a lista:
01. "Master of Puppets" - Metallica
02. "Ace of Spades" - Motörhead
03. "Crazy Train" - Ozzy Osbourne
04. "Iron Man" - Black Sabbath
05. "The Number of the Beast" - Iron Maiden
06. "War Pigs" - Black Sabbath
07. "Paranoid" - Black Sabbath
08. "One" - Metallica
09. "Hallowed Be Thy Name" - Iron Maiden
10. "Breaking the Law" - Judas Priest
11. "Children of the Grave" - Black Sabbath
12. "Welcome to the Jungle" - Guns N' Roses
13. "Black Sabbath" - Black Sabbath
14. "Hells Bells" - AC/DC
15. "The Trooper" - Iron Maiden
16. "Painkiller" - Judas Priest
17. "Stargazer" - Rainbow
18. "Enter Sandman" - Metallica
19. "Back in Black" - AC/DC
20. "Runnin' with the Devil" - Van Halen
21. "The Hellion/Electric Eye" - Judas Priest
22. "Run to the Hills" - Iron Maiden
23. "Let it Go" - Def Leppard
24. "Epic" - Faith No More
25. "Hangar 18" - Megadeth
26. "Rime of the Ancient Mariner" - Iron Maiden
27. "You've Got Another Thing Comin'" - Judas Priest
28. "Fear of the Dark" - Iron Maiden
29. "Raining Blood" - Slayer
30. "Walk" - Pantera
31. "Holy Diver" - Dio
32. "Highway to Hell" - AC/DC
33. "Heaven and Hell" - Black Sabbath
34. "Bulls on Parade" - Rage Against the Machine
35. "Fade to Black" - Metallica
36. "Angel of Death" - Slayer
37. "Peace Sells" - Megadeth
38. "Freak on a Leash" - Korn
39. "Them Bones" - Alice in Chains
40. "Cemetery Gates" - Pantera
41. "Detroit Rock City" - Kiss
42. "Devil's Child" - Judas Priest
43. "Run with the Wolf" - Rainbow
44. "Would?" - Alice in Chains
45. "We're Not Gonna Take It" - Twisted Sister
46. "Hell Bent for Leather" - Judas Priest
47. "Beyond the Realms of Death" - Judas Priest
48. "Bomber" - Motörhead
49. "Unchained" - Van Halen
50. "10,000 Days (Wings, Part II)" - Tool
Deixe sua opinião!
Segue a lista:
01. "Master of Puppets" - Metallica
02. "Ace of Spades" - Motörhead
03. "Crazy Train" - Ozzy Osbourne
04. "Iron Man" - Black Sabbath
05. "The Number of the Beast" - Iron Maiden
06. "War Pigs" - Black Sabbath
07. "Paranoid" - Black Sabbath
08. "One" - Metallica
09. "Hallowed Be Thy Name" - Iron Maiden
10. "Breaking the Law" - Judas Priest
11. "Children of the Grave" - Black Sabbath
12. "Welcome to the Jungle" - Guns N' Roses
13. "Black Sabbath" - Black Sabbath
14. "Hells Bells" - AC/DC
15. "The Trooper" - Iron Maiden
16. "Painkiller" - Judas Priest
17. "Stargazer" - Rainbow
18. "Enter Sandman" - Metallica
19. "Back in Black" - AC/DC
20. "Runnin' with the Devil" - Van Halen
21. "The Hellion/Electric Eye" - Judas Priest
22. "Run to the Hills" - Iron Maiden
23. "Let it Go" - Def Leppard
24. "Epic" - Faith No More
25. "Hangar 18" - Megadeth
26. "Rime of the Ancient Mariner" - Iron Maiden
27. "You've Got Another Thing Comin'" - Judas Priest
28. "Fear of the Dark" - Iron Maiden
29. "Raining Blood" - Slayer
30. "Walk" - Pantera
31. "Holy Diver" - Dio
32. "Highway to Hell" - AC/DC
33. "Heaven and Hell" - Black Sabbath
34. "Bulls on Parade" - Rage Against the Machine
35. "Fade to Black" - Metallica
36. "Angel of Death" - Slayer
37. "Peace Sells" - Megadeth
38. "Freak on a Leash" - Korn
39. "Them Bones" - Alice in Chains
40. "Cemetery Gates" - Pantera
41. "Detroit Rock City" - Kiss
42. "Devil's Child" - Judas Priest
43. "Run with the Wolf" - Rainbow
44. "Would?" - Alice in Chains
45. "We're Not Gonna Take It" - Twisted Sister
46. "Hell Bent for Leather" - Judas Priest
47. "Beyond the Realms of Death" - Judas Priest
48. "Bomber" - Motörhead
49. "Unchained" - Van Halen
50. "10,000 Days (Wings, Part II)" - Tool
Fonte: whiplash.net (Gibson.com)
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Separar é preciso.... músicos cristãos, que NÃO interroperam seus trabalhos após converterem-se.
Nestes últimos dias, circulou uma notícia na imprensa rockeira mundial, que o ex-baterista do grupo americano Morbid Angel, o Salvadorenho Pete Sandoval, que já estava afastado do grupo desde 2010, não retornaria ao grupo pois o mesmo teria "encontrado Jesus". Estas foram as palavras do próprio vocalista e baixista David Vincent, quando questionado a respeito de Pete.
(A notícia pode ser lida neste link: http://whiplash.net/materias/news_820/193745-morbidangel.html#.UqaHPSdKVz0)
Não raro, vemos outros exemplos semelhantes. Outros casos semelhantes: O vocalista norueguês Roy Khan, da banda Kamelot, que também abandonou o grupo e sua carreira para se dedicar ao cristianismo, deixando milhares de fans órfãos ao redor do mundo. O guitarrista Brian Welch da banda Korn também fez a mesma coisa em 2005 após converter-se ao Christianismo, mas retornou a mesma neste ano de 2013, tendo inclusive se apresentado no Brasil no festival Monsters of Rock em São Paulo. Não consegui nenhuma informação se Brian permanece cristão, ou como foi que ele conciliou a fé e o trabalho com a banda, que ele deixou em 2005. Mas o foco deste artigo seriam justamente aqueles artistas que souberam separar a sua fé, do seu trabalho na música. Ou seja, mesmo eles tendo se tornado cristãos, eles permaneceram com seus trabalhos originais inalterados. Alguns inclusive executam músicas com temas contrários a fé que eles carregam, reforçando ainda mais a importância em separar as coisas.
1) Alice Cooper
2) Dave Mustaine (Megadeth)
3) David Ellefson (Megadeth)
(PS: Este inclusive estuda para se tornar um ministro religioso)
4) Nicko McBrain (Iron Maiden)
5) Tom Araya (Slayer)
6) Ralph Santolla (Obituary, Iced Earth, Deicide)
7) James Labrie (Dream Theater)
Após alguma pesquisa eu só consegui encontrar estes. Você sabe de algum outro caso semelhante? Deixe aqui nos comentários. Obrigado por compartilhar este artigo. Não deixe de conferir os outros que já foram publicados aqui no meu blog.
Abraços metálicos,
Filipe Duarte
(A notícia pode ser lida neste link: http://whiplash.net/materias/news_820/193745-morbidangel.html#.UqaHPSdKVz0)
Não raro, vemos outros exemplos semelhantes. Outros casos semelhantes: O vocalista norueguês Roy Khan, da banda Kamelot, que também abandonou o grupo e sua carreira para se dedicar ao cristianismo, deixando milhares de fans órfãos ao redor do mundo. O guitarrista Brian Welch da banda Korn também fez a mesma coisa em 2005 após converter-se ao Christianismo, mas retornou a mesma neste ano de 2013, tendo inclusive se apresentado no Brasil no festival Monsters of Rock em São Paulo. Não consegui nenhuma informação se Brian permanece cristão, ou como foi que ele conciliou a fé e o trabalho com a banda, que ele deixou em 2005. Mas o foco deste artigo seriam justamente aqueles artistas que souberam separar a sua fé, do seu trabalho na música. Ou seja, mesmo eles tendo se tornado cristãos, eles permaneceram com seus trabalhos originais inalterados. Alguns inclusive executam músicas com temas contrários a fé que eles carregam, reforçando ainda mais a importância em separar as coisas.
1) Alice Cooper
2) Dave Mustaine (Megadeth)
3) David Ellefson (Megadeth)
(PS: Este inclusive estuda para se tornar um ministro religioso)
4) Nicko McBrain (Iron Maiden)
5) Tom Araya (Slayer)
6) Ralph Santolla (Obituary, Iced Earth, Deicide)
7) James Labrie (Dream Theater)
Após alguma pesquisa eu só consegui encontrar estes. Você sabe de algum outro caso semelhante? Deixe aqui nos comentários. Obrigado por compartilhar este artigo. Não deixe de conferir os outros que já foram publicados aqui no meu blog.
Abraços metálicos,
Filipe Duarte
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Champignon: O Dave Grohl Brasileiro... (só que não!)
Impossível não falar neste assunto.
Estamos passando por um ano definitivamente muito difícil, para o Rock Brasileiro. Como se não bastasse o mesmo, já ser preterido da grande audiência, assistimos a um prêmio Multishow patético, onde "artistas" como Naldo e Anita dominam as paradas, e são as novas "revelações" da música brasileira, influenciando milhares de adolescentes e jovens Brasil afora.. sendo estes, convencidos de que os citados "artistas" são o que há de melhor na música brasileira hoje.
Neste cenário, temos em março a fatídica e trágica morte do vocalista, compositor e empresário da banda Charlie Brown Jr., Alexandre Abrão, o Chorão. Uma overdose de cocaína teria matado o vocalista, que deixou uma carreira no topo, mulher, um filho, uma legião de fans desolados, uma pista de Skate em Santos, e um vasto catálogo musical. Tinha apenas 42 anos de idade.
O Baixista do Charlie Brown Jr., o Champignon, então, junta os remanescentes da banda, e monta logo em seguida a banda "A Banca". Menos de um mês após a morte de Chorão, A Banca já estava fazendo shows pelo Brasil. A banda sofreu pesadas críticas por iniciar um trabalho tão prematuro, à morte do vocalista Chorão e consequentemente do próprio CBJr.
Os fãs precisam de tempo para entender e digerir a perda de um artista querido. Mas de todo modo a Banca foi lançada, e lá estava, inclusive com shows já agendados até o final do ano. Champignon, desta vez assumiu o posto de vocalista, abrindo mão do baixo, seu instrumento, onde sempre se destacou por sua técnica apurada, juntamente com todos os demais músicos da banda, que sempre foram exímios em seus instrumentos, algo pouco comum no Rock Brasileiro, diga-se.
Champignon poderia ter sido o Dave Grohl brasileiro. O rockeiro americano que iniciou sua carreira como baterista da então maior banda do mundo Nirvana, no início dos anos 90, iniciou sua segunda carreira com o Foo Fighters em 1995. Um ano após o suicídio do vocalista (do Nirvana) Kurt Cobain. Dave queria tocar. O Nirvana ia de mal a pior e ele começou a aproveitar os ensaios do Nirvana que Kurt não aparecia, e ia compondo material novo, sem saber onde iria usar. Somente um ano após a morte de Kurt, Grohl, resolveu lançar o Foo Fighters. Banda esta que já se tornou muito maior que o próprio Nirvana, e já consolidou uma carreira de expressão muito mais significativa , com inúmeros prêmios e números de vendas nas alturas. Grohl conseguiu a façanha de ser um dos poucos músicos no mundo que conseguiu fazer parte da maior banda do mundo por mais de uma vez.
Champignon parecia percorrer esta mesma trilha aqui em solo brasileiro. Repito..parecia. Nunca saberemos se a Banca, iria de fato fazer um trabalho que se destacasse. Bons músicos eles certamente tinham. Tampouco eu também não sei se a banda pretende continuar as atividades, após este segundo baque, que eles levam em tão pouco tempo. Infelizmente, faltou ao Champignon o espírito de liderança. Saber tomar as decisões certas na hora certa. Poderia ele ter permanecido no baixo e chamado outra pessoa para assumir os vocais...? Não sei. É difícil falar, estando de fora.
Mas tenho opiniões formada sobre alguns pontos:
A primeira delas, é que foi um erro a banda "A Banca" iniciar a carreira de forma tão prematura. Acho que um tempo mínimo de uns 6 meses, poderia ter sido muito útil para eles, para inclusive usarem este período para comporem músicas novas, e então poderem apresentar um trabalho novo aos fãs. Mas ao contrário disso a banda, deu a entender que queria começar o mais rápido possível, inclusive parecendo querer aproveitar o "momento" da comoção pela morte do Chorão. (Repetindo, a banda estava fazendo shows, menos de um mês após a morte do vocalista).
O Segundo erro, foi a banda iniciar como uma aparente "continuação" do CBJR. Ora, se a idéia seria fazer um tributo...(inclusive para cumprir uma agenda do próprio CBJR, já marcada antes da morte do Chorão), que chamasse em então de Tributo ao CBJR, ou algo do tipo.
O terceiro erro pega um gancho no segundo: A banca tocando músicas do CBJR, e vendendo shows como "Tributo a Chorão".
Enfim, para mim isto é um péssimo planejamento. Lógico que haviam as famílias envolvidas (dos músicos, técnicos e demais pessoas ligadas a eles), mas só que agora estas mesmas famílias voltam a ficar desamparadas.
Acabou sobrando muito para o Champignon. Conheci muito pouco deste músico, confesso. Pude ver que era um exímio baixista, a ponto de chamar atenção de outros igualmente bons como PJ do Jota Quest, entre outros. A pressão de agora ser o frontman, ser o homem das entrevistas, o mais requisitado, e ainda ter que lidar com a ala radical dos antigos fãs do CBJR, que o acusavam de "mercenário", e de querer tomar o lugar do antigo vocalista. Isto, pelo menos foi o que foi divulgado até agora. Outras coisas certamente rolaram, as quais talvez nunca saberemos. Champignon, não aguentou. Poderia ter sido o Dave Grohl brasileiro. Poderia quem sabe, se cercar de coisas boas, pensamentos bons, pessoas boas... os demais músicos da banda, que estavam ali contando com ele.
Poderiam ter dado um tempo. Repensado as coisas, refeito planos. Poderiam ter cancelado alguns shows. Melhor perder alguns shows do que uma carreira inteira. A banda poderia ter entrado em estúdio e preparado um bom álbum de Rock com canções inéditas para lançar em 2014. Enquanto isso o álbum inédito do CBJR, seria lançado ainda este ano. Dando tempo para as suas devidas coisas. Enfim, acho que faltou algum planejamento nisso tudo. Mas ao contrário, ele preferiu pegar a sua pistola 380 e disparar contra a própria cabeça, estando sua esposa grávida em casa, e deixando uma filha de outro relacionamento, somando-se então, duas crianças sem um pai.
Voltando ao paralelo com Dave Grohl/Foo Fighters. Grohl esperou pelo menos um ano para lançar a sua nova banda. Composições completamente inéditas, e sem músicas do Nirvana nos shows, para o desespero total dos fãs viúvos. Mas é assim que funciona pessoal. Certas coisas precisam ser definitivamente deixadas para trás, e uma nova vida precisa ser seguida. Se a banda é nova, ela precisa SER nova. Se você monta um trabalho para viver a sombra de outro artista falecido, ou vc oficializa este trabalho como um tributo, ou então vc terá sérios problemas de identidade para o seu trabalho.
Músicos profissionais, na minha opinião, precisam também saber lidar bem com os altos e baixos de uma carreira, principalmente aqueles que alcançam um reconhecimento considerável. O CBJR, se tornou em um dado momento uma das maiores bandas de rock do Brasil. Tinham a melhor estrutura, o melhor equipamento, estavam ganhando dinheiro e fazendo muitos shows. A mídia dando apoio, músicas na rádio, etc. De repente tudo some. E aí? Precisa-se ter humildade para voltar do começo e iniciar tudo de novo. Vinnie Paul do Pantera uma vez disse. "Quando subir na carreira, nunca passe por cima de outras pessoas, pois vc poderá encontrar estas mesmas novamente no seu caminho de descida". Aliás, outro músico que enfrenta até hoje um recomeço com uma nova banda após a morte do irmão e parceiro Dimebag Darrel, ex companheiro de Pantera e Damage Plan.
Eu citaria outra banda brasileira que também precisou dar a volta por cima, que foi o Raimundos. Após a saída do vocalista Rodolfo Abrantes, que se tornou evangélico fanático, a banda retomou a estaca zero, mas nunca desistiram. Hoje estão de volta ao cenário, fazendo shows e lançando trabalhos novos. Ninguém precisou meter uma bala na cabeça, neste caso.
Tudo isto é lamentável. Seja no Rock, no Metal, a regra é a mesma. Precisamos ter muita raça, e tirar forças de nós mesmos, e do som que fazemos para atingirmos os nossos objetivos.
Acreditar no seu trabalho sempre. Mas nunca colocar o seu trabalho na frente de você mesmo. Em primeiro lugar, vem o músico. Em segundo vem a música. (Dave Grohl).
Que Chorão e Champignon descansem em paz e quem sabe, façam um som lá do outro lado, onde quer que estejam, se é que estão em algum lugar. Ambos de certa forma fizeram as escolhas que culminaram neste resultado. Poderiam ter lutado mais, poderiam ter se resguardado, procurado ajuda especializada. Que tirassem um ano de férias, talvez em um lugar distante... (como George Harrison fez na Índia...) para refletir a respeito de si mesmos, e de suas carreiras. Mas infelizmente optaram pelo pior caminho. Lamentável e triste!
Fica então o legado que eles deixaram.
Não sei, mas espero que os músicos restantes da A Banca, Bruno Gravetto, Marcão e os demais, busquem forças de fato. Desejo a eles a maior força do mundo! Adoraria mesmo, se eu pudesse, bater um papo com eles agora, e tentar ajudar de alguma forma. Sinceramente espero que eles continuem, seja com este nome ou com qualquer outro. Desejo tudo de melhor para eles.
Rock is Forever!
Abs,
FD
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Algumas músicas que simbolizam bem o momento que vive o nosso país...
Neste post, vou deixar as músicas falarem por si...
SEPULTURA: REFUSE/RESIST
KREATOR: EXTREME AGGRESSION
SEPULTURA: CORRUPTED
SEPULTURA: REFUSE/RESIST
KREATOR: EXTREME AGGRESSION
SEPULTURA: CORRUPTED
sexta-feira, 14 de junho de 2013
DEZ BANDAS AUTORAIS DE HEAVY METAL DE BELO HORIZONTE QUE VOCÊ PRECISA CONHECER!
Salve nação headbanguer!
Esta semana estive pensando num "TOP TEN" das bandas, da minha cidade que eu recomendaria para quem ainda não se ligou muito na prata da casa, ou mesmo a galera de outras regiões, que talvez ainda não conheçam algumas das bandas da nova safra do Heavy Metal mineiro. Mais especificamente de BH e região. E sim, foi muito difícil fazer esta lista. Não tem jeito, sempre haverão bandas que ficarão de fora. Portanto, quero deixar claro que esta minha lista não é nem de longe a dona da verdade, nem tampouco eu acho que você deva conhecer somente estas bandas aqui citadas. Eu poderia facilmente fazer uma lista com 30 ótimas bandas em atividade aqui de BH, mas vamos ficar nestas 10 por enquanto. Também quero deixar claro que não tive nenhuma intenção de incluir aqui bandas, por simples questão de amizade. As bandas que aqui estão, estão por puro e simples merecimento, na minha opinião. São bandas, que já provaram para mim, que fazem um trabalho de qualidade, e buscam se profissionalizar a cada dia. A maioria aqui é da nova geração (Bandas surgidas depois de 2000). Se a sua banda não foi citada aqui, isso não signifique que eu não goste das sua banda, ou que eu não considero ela boa, ou qq coisa, ok? Rs. Outra coisa, a lista não é crescente e nem decrescente...as 10 bandas são citadas de forma aleatória e todas, sem exceção fazem um trabalho AUTORAL. Esta condição foi pensada desde o início. Até onde me consta, todas as bandas aqui citadas ainda estão em atividade. Citei apenas uma veterana, que eu realmente gosto muito. Coloquei links de cada banda para que o leitor possa conhecer melhor o trabalho delas. Bom, enfim...vamos lá né...
1) NOTURNA
Já acompanho o trabalho do pessoal do Noturna a um tempo. Conheci a banda acho que por volta de 2004. Eles tiveram uma boa exposição na mídia metálica brasileira nesta época..entre 2004 e 2006 eu acho. Foi também naqueles tempos que eles lançaram o Debut: DIABLERIE, que se eu não me engano, foi lançado pela Hellion na época, e teve produção do renomado Cláudio David (Overdose, Elektra). Apesar de algumas pessoas torcerem o nariz para a sonoridade do álbum, o mesmo contou com músicas de altíssimo nível, dentro da proposta da banda que era e ainda é fazer um Gothic Metal, na linha de bandas como Theater of Tragedy, Therion, entre outras, privilegiando as melodias e o belo vocal da Vivian Bueno. A banda mudou muito de formação de lá pra cá, restando apenas o baterista Rafael Almeida e a própria Vivian como membros originais. Eles lançaram um segundo álbum a menos tempo, que teve distribuição somente digital, e atualmente eles tem feito poucos shows. Torço para que o Noturna ainda dê muito o que falar na cena mineira e nacional. Segue aqui a faixa título do álbum Diablerie, uma das minhas favoritas. A letra também é muito bem feita, sendo totalmente dentro do clima da música. "Shadows of temptations are here to feel the emptiness that holliness left behind. Sucumb to save your soul from pain. Darkness could take you higher". (As sombras da tentação estão aqui para sentir o vazio que a santidade deixou para trás. Sucumba ao tentar salvar a sua alma da dor. A escuridão pode te levar para o alto". (Trad livre).
www.facebook.com/noturnaband
www.reverbnation.com/noturna
2) HAMMURABI
Conheci esta banda mais de perto, acho que por volta de 2009, ou algo assim. Vi os caras ao vivo num evento da Cogumelo no extinto Lapa Multshow em 2010 e realmente não pude deixar de me impressionar com a força dos caras ao vivo. Definitivamente uma banda que vale a pena ser vista com mais cuidado. Os caras realmente sabem o que fazem e não economizam na barulhada. As músicas são altamente técnicas e os caras realmente tiram bons timbres. Altamente recomendado. Segue o clip para a faixa "Blessed by Hate"
www.facebook.com/hammurabiBrasil
www.reverbnation.com/hammurabibrasil
3) NOSTOI
Esta banda conta com a minha grande amiga Nienna nos vocais. Como já fomos colegas de banda no Vorticis, então ficou fácil de eu conhecer o Nostoi. A banda já existe a alguns anos também, e lançou em 2012 o primeiro CD intitulado Railroads, cuja prensagem foi financiada através de um crowndfunding encabeçado pela própria banda. O que me chama a atenção no NOSTOI é que os caras transmitem uma paixão sincera pelo que estão fazendo. Vejo músicas realmente muito boas, como por exemplo a faixa Trademark Destruction que eu gostei muito, que traz uma letra diferente de tudo que eu já vi em bandas de metal de um modo geral. Outro ponto positivo pro Nostoi na minha opinião é o fato da banda não se prender a um rótulo, fazendo puro e simplesmente Heavy Metal, abraçando influências diversas, deixando som com uma cara mais própria. Segue aí o vídeo oficial da galera tocando um clássico do Overdose. Infelizmente o melhor vídeo disponível que achei deles foi de um cover, mas mesmo assim dá para ver o potencial da banda. Não deixem de ouvir o Cd Railroads.
www.facebook.com/nostoimusic
www.reverbnation.com/nostoi
4) DROWNED
Outra banda que acompanho a bastante tempo. Estes caras são realmente batalhadores do Metal aqui em BH. São altamente profissionais, e extremamente fiéis ao trabalho que fazem com a banda. Já colecionam pelo menos 5 álbuns de estúdio, acho que todos lançados pela Cogumelo Records, e também já realizaram uma turné européia a alguns anos. Os caras são velha guarda mesmo. Enquanto boa parte das bandas já deixaram os cabelos compridos para trás (algumas mais novas sequer entraram nesta), os caras se mantém fiéis a velha e boa estética do metal, (com exceção do baterista Beto Loureiro). Segue o vídeo da música Before you try to Kill me, do último álbum de estúdio dos caras:
www.facebook.com/drownedmetal
www.reverbnation.com/drownedmetal
5) SEAWALKER
Sim.. eheheh, eu sei.. vocês vão cair matando em cima de mim agora, por eu citar a minha própria banda, eu até entendo. Mas sim, eu considero o Seawalker uma banda relevante para o cenário mineiro atual. Se eu estivesse escrevendo esta lista a uns dois anos atrás, talvez não seria o caso, mas atualmente não tenho problemas em incluir o meu trabalho aqui. Estamos realmente batalhando para fazer um trabalho de qualidade já desde 2008, e acho que temos conseguido aos poucos esta façanha.
Não vou me delongar muito, prefiro que vocês leitores julguem por vocês mesmos. Caso ainda não conheçam, vejam o nosso vídeo e digam o que acham. Segue para vocês o vídeo oficial da nossa faixa Helladise:
www.facebook.com/seawalkermetalbrasil
www.reverbnation.com/seawalker
6) HELLCOME
Esta aqui é outra velha conhecida. Os caras são chegados, vira e mexe estamos juntos nos botecos, nas festas, etc. Poderoso é pouco para falar do som destes caras. O guitarrista Fábio Debrot consegue um timbre único e muito pesado! As musicas são muito boas, e o quarteto conta atualmente com um dos baixistas que eu mais respeito em BH, que é o Rodrigo Nunes. Enfim... eu chamaria o Hellcome de Pantera de Minas..., devido a forte influência que vejo neles com a lendária banda americana. Vejam por vocês mesmos o som dos caras:
www.reverbnation.com/hellcomeband
7) EMINENCE
Bom, o que falar do Eminence né? Banda talvez ainda não muito conhecida no Brasil, mas o que poucos sabem por aqui é que os caras detonam lá fora. Na batalha desde 1995, o Eminence já coleciona pelo menos umas 10 turnés européias, além de já terem tocado em alguns países da América do Sul, Estados Unidos, Japão, Australia e Nova Zelândia. Conheci o Eminence em Belo Horizonte, no ano de 1997. Do começo, só ficou o guitarrista Alan Wallace. De cara, já naquela época, em plena década de 90, os caras já mostravam que tinham "algo a mais" para mostrar. Sempre foram muito profissionais, sempre percebi muito claramente a preocupação em tirar os melhores timbres, em ter a melhor aparelhagem possível. A banda investiu pesado, e hoje colhem os frutos. Tive o privilégio de ser "membro da banda por um dia", se é que posso assim dizer. Em 1999, toquei com eles na abertura do show do Sepultura na Serraria Souza Pinto, em BH. Era o primeiro show na cidade com Derrick Green, recém entrado na banda. Foram 15 dias de convivência diária com o Eminence, aprendendo 9 músicas, e com muita prosa em botecos pós ensaios. Estabeleci uma amizade bacana com o guitarrista Alan, que anos depois produziria o álbum do Seawalker, já mencionado acima. Enfim, mas o que interessa aqui é o som dos caras, então se você ainda não conhece o Eminence meu amigo.. só lhe pergunto uma coisa. Em que planeta você viveu nos últimos 10 anos pelo menos? Segue o clip para a faixa: The God of all mistakes:
www.eminence.com.br
8) DYNASTY OF METAL
Esta aqui eu também incluí meio que na "safadeza", rs. Brincadeira. O (Sempre conhecido como apenas) Dynasty é uma banda surgida em 1996, e eu estive no posto de baixista entre os anos de 1997 e 2002. (Com um pequeno intervalo em 1999). Gravei a primeira demo tape com os caras em 1997, que foi a minha primeira experiência em estúdio, (E a minha primeira e última gravação ainda no sistema analógico). O Dynasty foi meio que a minha escola no Metal. Estou incluindo a banda nesta lista por motivos básicos. Primeiro de tudo, os caras são bons pra cacete. Sim, meu caro leitor eles são bons. Se você já assistiu algum show dos caras, certamente pode ver o entrosamento deles ao vivo, o peso e a qualidade das composições. A banda possui dois álbuns lançados, e durante muito tempo teve na formação o exímio guitarrista Gustavo Colen, que formava com o outro guitarrista César Martins, uma das melhores duplas de guitarras que eu já conheci por aqui. Gustavo já deixou a banda, mas a qualidade da nova formação permanece. Infelizmente muita gente evita conhecer a banda de forma gratuita, devido ao preconceito pelo fato dos caras sempre terem levado a cabo a ideologia cristã nas letras. Mas os caras fazem metal de qualidade e é isso que importa. Vale mencionar também que os caras fizeram uma extensa turné pela américa do Sul em 2009, cobrindo países como Chile, Perú, Bolívia e Equador. Em 2001, eu ainda estava na banda, cheguei a ir à Argentina com o vocalista Nahor Andrade para uma divulgação. A banda sempre contou com músicos de ponta e merecia sim um reconhecimento maior. Recentemente a banda alterou o nome acrescentando o "of Metal" no mesmo. São 16 anos dedicados ao metal e isso não é para qualquer um. Confiram o clip para a faixa: The Honor:
www.facebook.com/dynastymetal
www.reverbnation.com/dynastyofmetal
9) DINNAMARQUE
Outra banda que eu praticamente vi nascer. Devido a convivência de anos com o baterista Ricardo Linassi, que viria a tocar no Seawalker logo depois, vi nascer o Dinnamarque por volta de 2006 ou 2007. Na época a banda também contava com o guitarrista Regis Vital, que atualmente reside em Uberaba/MG. A banda é encabeçada pelo baixista e vocalista Rafael Dinnamarque. As composições da banda, eu acho que são quase todas de sua autoria. A banda coleciona ótimos shows já a um bom tempo, já tendo feito abertura para vários shows internacionais em BH. Além de terem ganhado a seletiva regional do Wacken Metal Battle em 2009. Só estão devendo o primeiro álbum completo que vem sendo prometido a um tempo, mas que certamente virá no momento certo com a qualidade o Dinnamarque saberá fazer muito bem. Estes aqui também ganham ponto comigo no quesito originalidade, e desprendimento de rótulos. Originalidade realmente parece ser para poucos. A banda ainda conta com o guitarrista Leo Lanny, que foi meu companheiro no Seawalker e hoje me acompanha na Broken Wings. Ou seja..tamo em casa né.. Segue a faixa ao vivo: Angel in black:
www.facebook.com/dinnamarque
10) CHAKAL
Para fechar esta série, acho que uma banda veterana cai bem. Os caras estão na ativa desde 1985! São um dos pilares do metal nacional. Referência para várias bandas estrangeiras. Fizeram parte da saudosa cena mineira da segunda metade dos anos 80 e primeira metade dos 90. Época em que BH era referência nacional em se tratando de Heavy Metal. Tanto que bandas e banguers de São Paulo, Rio e de outros lugares vinham para BH, para curtir os shows, gravar com suas bandas, etc. Apesar de nos últimos anos, andar mais afastado do cenário, o Chakal, como bons mineiros, comem quieto mesmo. O pau pode tá quebrando, mas os caras estão lá no canto deles...ensaiando, compondo, gravando, planejando alguma coisa. É assim que o Chakal funciona. Em 2006 abriram para o Slayer em BH, para um público de quase 5000 pessoas! Vladmir Korg com seu vocal único e letras sombrias, é uma figura mitológica na cena metal de Minas. Parece que ainda em 2013, sai o Cd novo dos caras. Eu não vejo a hora de botar a mão no meu. Curtam aí a o clip para Possessed Landscape:
https://www.facebook.com/chakalbrazil
https://www.reverbnation.com/chakal666
Espero que vocês tenham gostado da minha lista. Comentários? Críticas? Quer descer o pau? Elogios? Acréscimos? Sim, perfeitamente... nós rockeiros adoramos debater estas coisas.., então não perca tempo. Deixe seu comentário aqui embaixo. Se a sua banda ficou de fora desta lista, não significa que eu não goste dela, ok? Mas infelizmente ter banda de metal numa cidade como BH, que é terreno fértil para o metal, infelizmente as vezes dá nisso. Nem sempre dá para incluir todo mundo. Mas haverão outras listas, outros posts... enfim. E repito: Não sou dono da verdade e nem a minha opinião deve ser levada como tal.
Abraços Metálicos,
Filipe Duarte
Esta semana estive pensando num "TOP TEN" das bandas, da minha cidade que eu recomendaria para quem ainda não se ligou muito na prata da casa, ou mesmo a galera de outras regiões, que talvez ainda não conheçam algumas das bandas da nova safra do Heavy Metal mineiro. Mais especificamente de BH e região. E sim, foi muito difícil fazer esta lista. Não tem jeito, sempre haverão bandas que ficarão de fora. Portanto, quero deixar claro que esta minha lista não é nem de longe a dona da verdade, nem tampouco eu acho que você deva conhecer somente estas bandas aqui citadas. Eu poderia facilmente fazer uma lista com 30 ótimas bandas em atividade aqui de BH, mas vamos ficar nestas 10 por enquanto. Também quero deixar claro que não tive nenhuma intenção de incluir aqui bandas, por simples questão de amizade. As bandas que aqui estão, estão por puro e simples merecimento, na minha opinião. São bandas, que já provaram para mim, que fazem um trabalho de qualidade, e buscam se profissionalizar a cada dia. A maioria aqui é da nova geração (Bandas surgidas depois de 2000). Se a sua banda não foi citada aqui, isso não signifique que eu não goste das sua banda, ou que eu não considero ela boa, ou qq coisa, ok? Rs. Outra coisa, a lista não é crescente e nem decrescente...as 10 bandas são citadas de forma aleatória e todas, sem exceção fazem um trabalho AUTORAL. Esta condição foi pensada desde o início. Até onde me consta, todas as bandas aqui citadas ainda estão em atividade. Citei apenas uma veterana, que eu realmente gosto muito. Coloquei links de cada banda para que o leitor possa conhecer melhor o trabalho delas. Bom, enfim...vamos lá né...
1) NOTURNA
Já acompanho o trabalho do pessoal do Noturna a um tempo. Conheci a banda acho que por volta de 2004. Eles tiveram uma boa exposição na mídia metálica brasileira nesta época..entre 2004 e 2006 eu acho. Foi também naqueles tempos que eles lançaram o Debut: DIABLERIE, que se eu não me engano, foi lançado pela Hellion na época, e teve produção do renomado Cláudio David (Overdose, Elektra). Apesar de algumas pessoas torcerem o nariz para a sonoridade do álbum, o mesmo contou com músicas de altíssimo nível, dentro da proposta da banda que era e ainda é fazer um Gothic Metal, na linha de bandas como Theater of Tragedy, Therion, entre outras, privilegiando as melodias e o belo vocal da Vivian Bueno. A banda mudou muito de formação de lá pra cá, restando apenas o baterista Rafael Almeida e a própria Vivian como membros originais. Eles lançaram um segundo álbum a menos tempo, que teve distribuição somente digital, e atualmente eles tem feito poucos shows. Torço para que o Noturna ainda dê muito o que falar na cena mineira e nacional. Segue aqui a faixa título do álbum Diablerie, uma das minhas favoritas. A letra também é muito bem feita, sendo totalmente dentro do clima da música. "Shadows of temptations are here to feel the emptiness that holliness left behind. Sucumb to save your soul from pain. Darkness could take you higher". (As sombras da tentação estão aqui para sentir o vazio que a santidade deixou para trás. Sucumba ao tentar salvar a sua alma da dor. A escuridão pode te levar para o alto". (Trad livre).
www.facebook.com/noturnaband
www.reverbnation.com/noturna
2) HAMMURABI
Conheci esta banda mais de perto, acho que por volta de 2009, ou algo assim. Vi os caras ao vivo num evento da Cogumelo no extinto Lapa Multshow em 2010 e realmente não pude deixar de me impressionar com a força dos caras ao vivo. Definitivamente uma banda que vale a pena ser vista com mais cuidado. Os caras realmente sabem o que fazem e não economizam na barulhada. As músicas são altamente técnicas e os caras realmente tiram bons timbres. Altamente recomendado. Segue o clip para a faixa "Blessed by Hate"
www.facebook.com/hammurabiBrasil
www.reverbnation.com/hammurabibrasil
3) NOSTOI
Esta banda conta com a minha grande amiga Nienna nos vocais. Como já fomos colegas de banda no Vorticis, então ficou fácil de eu conhecer o Nostoi. A banda já existe a alguns anos também, e lançou em 2012 o primeiro CD intitulado Railroads, cuja prensagem foi financiada através de um crowndfunding encabeçado pela própria banda. O que me chama a atenção no NOSTOI é que os caras transmitem uma paixão sincera pelo que estão fazendo. Vejo músicas realmente muito boas, como por exemplo a faixa Trademark Destruction que eu gostei muito, que traz uma letra diferente de tudo que eu já vi em bandas de metal de um modo geral. Outro ponto positivo pro Nostoi na minha opinião é o fato da banda não se prender a um rótulo, fazendo puro e simplesmente Heavy Metal, abraçando influências diversas, deixando som com uma cara mais própria. Segue aí o vídeo oficial da galera tocando um clássico do Overdose. Infelizmente o melhor vídeo disponível que achei deles foi de um cover, mas mesmo assim dá para ver o potencial da banda. Não deixem de ouvir o Cd Railroads.
www.facebook.com/nostoimusic
www.reverbnation.com/nostoi
4) DROWNED
Outra banda que acompanho a bastante tempo. Estes caras são realmente batalhadores do Metal aqui em BH. São altamente profissionais, e extremamente fiéis ao trabalho que fazem com a banda. Já colecionam pelo menos 5 álbuns de estúdio, acho que todos lançados pela Cogumelo Records, e também já realizaram uma turné européia a alguns anos. Os caras são velha guarda mesmo. Enquanto boa parte das bandas já deixaram os cabelos compridos para trás (algumas mais novas sequer entraram nesta), os caras se mantém fiéis a velha e boa estética do metal, (com exceção do baterista Beto Loureiro). Segue o vídeo da música Before you try to Kill me, do último álbum de estúdio dos caras:
www.facebook.com/drownedmetal
www.reverbnation.com/drownedmetal
5) SEAWALKER
Sim.. eheheh, eu sei.. vocês vão cair matando em cima de mim agora, por eu citar a minha própria banda, eu até entendo. Mas sim, eu considero o Seawalker uma banda relevante para o cenário mineiro atual. Se eu estivesse escrevendo esta lista a uns dois anos atrás, talvez não seria o caso, mas atualmente não tenho problemas em incluir o meu trabalho aqui. Estamos realmente batalhando para fazer um trabalho de qualidade já desde 2008, e acho que temos conseguido aos poucos esta façanha.
Não vou me delongar muito, prefiro que vocês leitores julguem por vocês mesmos. Caso ainda não conheçam, vejam o nosso vídeo e digam o que acham. Segue para vocês o vídeo oficial da nossa faixa Helladise:
www.facebook.com/seawalkermetalbrasil
www.reverbnation.com/seawalker
6) HELLCOME
Esta aqui é outra velha conhecida. Os caras são chegados, vira e mexe estamos juntos nos botecos, nas festas, etc. Poderoso é pouco para falar do som destes caras. O guitarrista Fábio Debrot consegue um timbre único e muito pesado! As musicas são muito boas, e o quarteto conta atualmente com um dos baixistas que eu mais respeito em BH, que é o Rodrigo Nunes. Enfim... eu chamaria o Hellcome de Pantera de Minas..., devido a forte influência que vejo neles com a lendária banda americana. Vejam por vocês mesmos o som dos caras:
www.reverbnation.com/hellcomeband
7) EMINENCE
Bom, o que falar do Eminence né? Banda talvez ainda não muito conhecida no Brasil, mas o que poucos sabem por aqui é que os caras detonam lá fora. Na batalha desde 1995, o Eminence já coleciona pelo menos umas 10 turnés européias, além de já terem tocado em alguns países da América do Sul, Estados Unidos, Japão, Australia e Nova Zelândia. Conheci o Eminence em Belo Horizonte, no ano de 1997. Do começo, só ficou o guitarrista Alan Wallace. De cara, já naquela época, em plena década de 90, os caras já mostravam que tinham "algo a mais" para mostrar. Sempre foram muito profissionais, sempre percebi muito claramente a preocupação em tirar os melhores timbres, em ter a melhor aparelhagem possível. A banda investiu pesado, e hoje colhem os frutos. Tive o privilégio de ser "membro da banda por um dia", se é que posso assim dizer. Em 1999, toquei com eles na abertura do show do Sepultura na Serraria Souza Pinto, em BH. Era o primeiro show na cidade com Derrick Green, recém entrado na banda. Foram 15 dias de convivência diária com o Eminence, aprendendo 9 músicas, e com muita prosa em botecos pós ensaios. Estabeleci uma amizade bacana com o guitarrista Alan, que anos depois produziria o álbum do Seawalker, já mencionado acima. Enfim, mas o que interessa aqui é o som dos caras, então se você ainda não conhece o Eminence meu amigo.. só lhe pergunto uma coisa. Em que planeta você viveu nos últimos 10 anos pelo menos? Segue o clip para a faixa: The God of all mistakes:
www.eminence.com.br
8) DYNASTY OF METAL
Esta aqui eu também incluí meio que na "safadeza", rs. Brincadeira. O (Sempre conhecido como apenas) Dynasty é uma banda surgida em 1996, e eu estive no posto de baixista entre os anos de 1997 e 2002. (Com um pequeno intervalo em 1999). Gravei a primeira demo tape com os caras em 1997, que foi a minha primeira experiência em estúdio, (E a minha primeira e última gravação ainda no sistema analógico). O Dynasty foi meio que a minha escola no Metal. Estou incluindo a banda nesta lista por motivos básicos. Primeiro de tudo, os caras são bons pra cacete. Sim, meu caro leitor eles são bons. Se você já assistiu algum show dos caras, certamente pode ver o entrosamento deles ao vivo, o peso e a qualidade das composições. A banda possui dois álbuns lançados, e durante muito tempo teve na formação o exímio guitarrista Gustavo Colen, que formava com o outro guitarrista César Martins, uma das melhores duplas de guitarras que eu já conheci por aqui. Gustavo já deixou a banda, mas a qualidade da nova formação permanece. Infelizmente muita gente evita conhecer a banda de forma gratuita, devido ao preconceito pelo fato dos caras sempre terem levado a cabo a ideologia cristã nas letras. Mas os caras fazem metal de qualidade e é isso que importa. Vale mencionar também que os caras fizeram uma extensa turné pela américa do Sul em 2009, cobrindo países como Chile, Perú, Bolívia e Equador. Em 2001, eu ainda estava na banda, cheguei a ir à Argentina com o vocalista Nahor Andrade para uma divulgação. A banda sempre contou com músicos de ponta e merecia sim um reconhecimento maior. Recentemente a banda alterou o nome acrescentando o "of Metal" no mesmo. São 16 anos dedicados ao metal e isso não é para qualquer um. Confiram o clip para a faixa: The Honor:
www.facebook.com/dynastymetal
www.reverbnation.com/dynastyofmetal
9) DINNAMARQUE
Outra banda que eu praticamente vi nascer. Devido a convivência de anos com o baterista Ricardo Linassi, que viria a tocar no Seawalker logo depois, vi nascer o Dinnamarque por volta de 2006 ou 2007. Na época a banda também contava com o guitarrista Regis Vital, que atualmente reside em Uberaba/MG. A banda é encabeçada pelo baixista e vocalista Rafael Dinnamarque. As composições da banda, eu acho que são quase todas de sua autoria. A banda coleciona ótimos shows já a um bom tempo, já tendo feito abertura para vários shows internacionais em BH. Além de terem ganhado a seletiva regional do Wacken Metal Battle em 2009. Só estão devendo o primeiro álbum completo que vem sendo prometido a um tempo, mas que certamente virá no momento certo com a qualidade o Dinnamarque saberá fazer muito bem. Estes aqui também ganham ponto comigo no quesito originalidade, e desprendimento de rótulos. Originalidade realmente parece ser para poucos. A banda ainda conta com o guitarrista Leo Lanny, que foi meu companheiro no Seawalker e hoje me acompanha na Broken Wings. Ou seja..tamo em casa né.. Segue a faixa ao vivo: Angel in black:
www.facebook.com/dinnamarque
10) CHAKAL
Para fechar esta série, acho que uma banda veterana cai bem. Os caras estão na ativa desde 1985! São um dos pilares do metal nacional. Referência para várias bandas estrangeiras. Fizeram parte da saudosa cena mineira da segunda metade dos anos 80 e primeira metade dos 90. Época em que BH era referência nacional em se tratando de Heavy Metal. Tanto que bandas e banguers de São Paulo, Rio e de outros lugares vinham para BH, para curtir os shows, gravar com suas bandas, etc. Apesar de nos últimos anos, andar mais afastado do cenário, o Chakal, como bons mineiros, comem quieto mesmo. O pau pode tá quebrando, mas os caras estão lá no canto deles...ensaiando, compondo, gravando, planejando alguma coisa. É assim que o Chakal funciona. Em 2006 abriram para o Slayer em BH, para um público de quase 5000 pessoas! Vladmir Korg com seu vocal único e letras sombrias, é uma figura mitológica na cena metal de Minas. Parece que ainda em 2013, sai o Cd novo dos caras. Eu não vejo a hora de botar a mão no meu. Curtam aí a o clip para Possessed Landscape:
https://www.facebook.com/chakalbrazil
https://www.reverbnation.com/chakal666
Espero que vocês tenham gostado da minha lista. Comentários? Críticas? Quer descer o pau? Elogios? Acréscimos? Sim, perfeitamente... nós rockeiros adoramos debater estas coisas.., então não perca tempo. Deixe seu comentário aqui embaixo. Se a sua banda ficou de fora desta lista, não significa que eu não goste dela, ok? Mas infelizmente ter banda de metal numa cidade como BH, que é terreno fértil para o metal, infelizmente as vezes dá nisso. Nem sempre dá para incluir todo mundo. Mas haverão outras listas, outros posts... enfim. E repito: Não sou dono da verdade e nem a minha opinião deve ser levada como tal.
Abraços Metálicos,
Filipe Duarte
domingo, 9 de junho de 2013
Minhas 10 músicas "Lado B" preferidas do Metallica
Não sei se já comentei por aqui, mas o Metallica é definitivamente uma das minhas bandas favoritas.
Quando comecei a curtir Heavy Metal, no longínquo ano de 1991, me lembro que mergulhei, de forma meio que simultânea em três lançamentos que ocorreram naquele ano. Os álbuns Illusions do Guns, o Arise do Sepultura e o Black Álbum. Os três me marcaram de tal forma que deixariam impressos para sempre em mim, toda uma nova maneira de ouvir música e lógico...Heavy Metal.
Em se falando exclusivamente de Metallica, sempre me intrigou o fato de algumas músicas parecerem ser um pouco esquecidas, as vezes pelas rádios, ou pelos canais de TV, que veiculam clips, ou mesmo pelos fãs. Enfim, não sei por que isto acontece. Gostaria de colocar alguns dos critérios que utilizei para definir o que EU considero como um lado B do Metallica.
- Faixas que abrem álbuns, eu não considerei.
- Faixas que a muito tempo a banda não executa ao vivo, ou que mesmo nunca executou.
- Faixas que ganharam clips... algumas eu considerei mesmo assim. Temos que lembrar que depois do Black Album, o Metallica simplesmente passou a "fazer o que bem entendesse" da própria carreira.
Então o fato de uma determinada faixa ganhar um clip, não necessariamente faz dela um hit deles, na minha opinião.
De qualquer forma eis aqui os meus 10 lados B´s preferidos do Metallica:
1) THE FRAYED ENDS OF SANITY
Do álbum "...And Justice for All...", esta faixa é simplesmente foda! O final do refrão com os pratos abafados de Lars, são simplesmente de cair o queixo. Desde que ouvi este disco pela primeira vez, esta foi uma das músicas que mais me chamou a atenção.
2) NO LEAF CLOVER
Já vi muita fã compartilhar comigo o quanto gosta desta música. Escrita exclusivamente para este projeto do SM, álbum gravado pelo Metallica juntamente com a Orquestra Simfonica de San Francisco em 1999, ela também acabou sendo "esquecida", e não voltou a a ser executada, a não ser
na época e nos poucos shows que a banda fez com orquestra (Se não me engano uns 4 ou 5 na época, apenas). Até por que não dá para você sair levando uma orquestra por aí por uma turné inteira né... pelo visto nem pro Metallica isto seria possível. Uma ótima faixa..refrão marcante..e a orquestra realmente se encaixa perfeitamente na mesma.
Confiram esta outra versão (rara), da banda executando a faixa em 2011, numa jam com o Apocaliptica.
3) THE THING THAT SHOULD NOT BE
Bom, talvez esta não seja considerada tão lado B por alguns..afinal ela até foi incluída no SM (Álbum que a banda gravou com uma orquestra em 1999), mas não há como negar que ela não teve a mesma atenção que Battery, Masters e outras deste álbum. Uma faixa hipnótica... com uma letra muito bem feita, e interpretação perfeita do Hetfield.
4) THE HOUSE THAT JACK BUILT
Por algum motivo... minha memória resolveu "puxar" esta música..estes dias. Resolvi voltar no tempo e ouvir esta faixa que havia me chamado a atenção a muito tempo atrás. Acabei lembrando que ainda não tinha o LOAD na coleção, e acabei por resolver esta "pendência". Trata-se de uma faixa que trás os elementos do Metallica que conhecemos. Ela tem peso... um andamento cadenciado, e um pouco mais lento do que costumamos ver neles. O refrão é foda... entra com uma nota inesperada, mudando idéia que temos da música inicial. Particularmente gosto da nota que o James usa no segundo refrão, na palavra "body", fazendo um contraponto interessante com o primeiro. Qual não foi o meu espanto quando descobri que (até o momento em que escrevo este post), não há nenhum vídeo no youtube da banda executando esta faixa ao vivo! Ou seja.. esta música teria sido tão lado B assim, que sequer chegou a entrar nos shows... Uma pena, pois é uma grande faixa na minha opinião. Temos que considerar também que este álbum não foi lá tão bem aceito, como todos sabem... então... Fico imaginando os shows da época.. com o Diamond Stage... e Jason agitando pra caralho, fazendo os backings desta faixa...teria sido muito foda!
5) WHEREVER I MAY ROAM
Tá certo..realmente fiquei na dúvida se incluía esta ou não, mas beleza.. tá aí. Sim, ela chegou a ter um clip, e foi amplamente tocada na turné monstro do Black Album. Mas ela não teve a mesma força da trinca mágica do Black Album, que nunca mais saiu dos shows dos caras. (Sandman, Sad but true e Nothing). E convenhamos...é uma puta música! Ouvir esta música no talo... me transporta para outra dimensão... é algo completamente surreal. A música alterna andamentos cadenciados e lentos de forma perfeita.. e o peso é simplesmente impressionante. Uma das minhas favoritas do Metallica considerando TODA a carreira deles.
6) NO REMORSE
Sempre que ouço o KILL´EM ALL, esta faixa me chama a atenção, por se diferenciar das outras. A quantidade de riffs que os caras jogam na música, fazendo uma costura perfeita entre eles, chega a ser realmente impressionante. Sem contar a parte técnica, que surpreende, se lembrarmos que eram garotos de cerca de 18 anos que executam estas músicas nesta gravação... tocando um estilo praticamente inexistente na região e época em que moravam. (California, 1983).
7) ALL NIGHTMARE LONG
Talvez uma das faixas mais pesadas do Death Magnetic. Os riffs da parte final da música..me lembram muito Slayer. Quem diria né? Uma excelente música, sem dúvidas. Remete aos primeiros álbuns do Metallica com gosto.
8) LOW MAN´S LYRIC
São mais de sete minutos! Uma balada meio esquecida no final do RELOAD. Clima muito depressivo. James com uma interpretação única. Canta como poucas vezes se vê. Vejam, não estou apenas falando de cantar em si..estou enfatizando a maneira como o cara canta aqui aqui. Jason também contribui com backing vocals magníficos aqui. (Aliás, como fazem falta estes backings na fase atual da banda..). Uma faixa introspectiva, que te convida para refletir sobre diversas coisas da nossa vida. Só podia ser Metallica mesmo.
9) THE UNFORGIVEN II
A primeira sequência do clássico do Black Album. The Unforgiven II, assim como a sua primeira parte, alterna momentos lentos, com partes lentas e pesadas. Riffs e melodias na medida, uma letra excelente, interpretação ímpar, refrão grudento..e um final apoteótico. E como não poderia deixar de ser... outro fator já citado em outras faixas que o leitor já deve ter percebido como me agrada..os backing vocals do Jason. Embora em alguns momentos nesta faixa em específico, fica bastante claro que o próprio James deve ter gravado as linhas de backings.. ficando a cargo do Jason fazê-las ao vivo... o que é um procedimento bastante normal em gravações. Das três Unforgivens, a primeira sempre foi a minha favorita, mas sempre gostei desta também, e por este motivo a inclusão aqui nesta lista.
10) MAMMA SAID
E lógico que esta não podia ficar de fora. Quem já me viu tocando, em bares rockeiros, certamente já deve ter ouvido a minha versão para esta música. Esta aqui foi paixão a primeira vista. Enquanto o LOAD era triturado por fãs radicais e xiitas da banda, eu me deliciava com esta música. Confesso que conheço poucas baladas de bandas de Rock e Metal com uma beleza tão singular como esta música. Não tenho problema nenhum em afirmar que considero esta balada tão boa quanto Nothing Else Matters, e acho que o próprio fato desta música ser considerado um Lado B, já é em si uma injustiça.
A letra é a fala de um filho que dialoga com sua mãe, a respeito da educação que esta lhe deu, e da relação dos dois. Não podia ser mais James Heftield, do que isto. Simplesmente perfeita. Uma pena, ela não ser mais executada ao vivo.
Bom, espero que tenham gostado desta minha lista. Sei que muitos podem não concordar, o que eu vejo com total naturalidade.
Abraços Metállicos!
Filipe Duarte
Quando comecei a curtir Heavy Metal, no longínquo ano de 1991, me lembro que mergulhei, de forma meio que simultânea em três lançamentos que ocorreram naquele ano. Os álbuns Illusions do Guns, o Arise do Sepultura e o Black Álbum. Os três me marcaram de tal forma que deixariam impressos para sempre em mim, toda uma nova maneira de ouvir música e lógico...Heavy Metal.
Em se falando exclusivamente de Metallica, sempre me intrigou o fato de algumas músicas parecerem ser um pouco esquecidas, as vezes pelas rádios, ou pelos canais de TV, que veiculam clips, ou mesmo pelos fãs. Enfim, não sei por que isto acontece. Gostaria de colocar alguns dos critérios que utilizei para definir o que EU considero como um lado B do Metallica.
- Faixas que abrem álbuns, eu não considerei.
- Faixas que a muito tempo a banda não executa ao vivo, ou que mesmo nunca executou.
- Faixas que ganharam clips... algumas eu considerei mesmo assim. Temos que lembrar que depois do Black Album, o Metallica simplesmente passou a "fazer o que bem entendesse" da própria carreira.
Então o fato de uma determinada faixa ganhar um clip, não necessariamente faz dela um hit deles, na minha opinião.
De qualquer forma eis aqui os meus 10 lados B´s preferidos do Metallica:
1) THE FRAYED ENDS OF SANITY
Do álbum "...And Justice for All...", esta faixa é simplesmente foda! O final do refrão com os pratos abafados de Lars, são simplesmente de cair o queixo. Desde que ouvi este disco pela primeira vez, esta foi uma das músicas que mais me chamou a atenção.
2) NO LEAF CLOVER
na época e nos poucos shows que a banda fez com orquestra (Se não me engano uns 4 ou 5 na época, apenas). Até por que não dá para você sair levando uma orquestra por aí por uma turné inteira né... pelo visto nem pro Metallica isto seria possível. Uma ótima faixa..refrão marcante..e a orquestra realmente se encaixa perfeitamente na mesma.
Confiram esta outra versão (rara), da banda executando a faixa em 2011, numa jam com o Apocaliptica.
3) THE THING THAT SHOULD NOT BE
Bom, talvez esta não seja considerada tão lado B por alguns..afinal ela até foi incluída no SM (Álbum que a banda gravou com uma orquestra em 1999), mas não há como negar que ela não teve a mesma atenção que Battery, Masters e outras deste álbum. Uma faixa hipnótica... com uma letra muito bem feita, e interpretação perfeita do Hetfield.
4) THE HOUSE THAT JACK BUILT
Por algum motivo... minha memória resolveu "puxar" esta música..estes dias. Resolvi voltar no tempo e ouvir esta faixa que havia me chamado a atenção a muito tempo atrás. Acabei lembrando que ainda não tinha o LOAD na coleção, e acabei por resolver esta "pendência". Trata-se de uma faixa que trás os elementos do Metallica que conhecemos. Ela tem peso... um andamento cadenciado, e um pouco mais lento do que costumamos ver neles. O refrão é foda... entra com uma nota inesperada, mudando idéia que temos da música inicial. Particularmente gosto da nota que o James usa no segundo refrão, na palavra "body", fazendo um contraponto interessante com o primeiro. Qual não foi o meu espanto quando descobri que (até o momento em que escrevo este post), não há nenhum vídeo no youtube da banda executando esta faixa ao vivo! Ou seja.. esta música teria sido tão lado B assim, que sequer chegou a entrar nos shows... Uma pena, pois é uma grande faixa na minha opinião. Temos que considerar também que este álbum não foi lá tão bem aceito, como todos sabem... então... Fico imaginando os shows da época.. com o Diamond Stage... e Jason agitando pra caralho, fazendo os backings desta faixa...teria sido muito foda!
5) WHEREVER I MAY ROAM
Tá certo..realmente fiquei na dúvida se incluía esta ou não, mas beleza.. tá aí. Sim, ela chegou a ter um clip, e foi amplamente tocada na turné monstro do Black Album. Mas ela não teve a mesma força da trinca mágica do Black Album, que nunca mais saiu dos shows dos caras. (Sandman, Sad but true e Nothing). E convenhamos...é uma puta música! Ouvir esta música no talo... me transporta para outra dimensão... é algo completamente surreal. A música alterna andamentos cadenciados e lentos de forma perfeita.. e o peso é simplesmente impressionante. Uma das minhas favoritas do Metallica considerando TODA a carreira deles.
6) NO REMORSE
Sempre que ouço o KILL´EM ALL, esta faixa me chama a atenção, por se diferenciar das outras. A quantidade de riffs que os caras jogam na música, fazendo uma costura perfeita entre eles, chega a ser realmente impressionante. Sem contar a parte técnica, que surpreende, se lembrarmos que eram garotos de cerca de 18 anos que executam estas músicas nesta gravação... tocando um estilo praticamente inexistente na região e época em que moravam. (California, 1983).
7) ALL NIGHTMARE LONG
Talvez uma das faixas mais pesadas do Death Magnetic. Os riffs da parte final da música..me lembram muito Slayer. Quem diria né? Uma excelente música, sem dúvidas. Remete aos primeiros álbuns do Metallica com gosto.
8) LOW MAN´S LYRIC
São mais de sete minutos! Uma balada meio esquecida no final do RELOAD. Clima muito depressivo. James com uma interpretação única. Canta como poucas vezes se vê. Vejam, não estou apenas falando de cantar em si..estou enfatizando a maneira como o cara canta aqui aqui. Jason também contribui com backing vocals magníficos aqui. (Aliás, como fazem falta estes backings na fase atual da banda..). Uma faixa introspectiva, que te convida para refletir sobre diversas coisas da nossa vida. Só podia ser Metallica mesmo.
9) THE UNFORGIVEN II
A primeira sequência do clássico do Black Album. The Unforgiven II, assim como a sua primeira parte, alterna momentos lentos, com partes lentas e pesadas. Riffs e melodias na medida, uma letra excelente, interpretação ímpar, refrão grudento..e um final apoteótico. E como não poderia deixar de ser... outro fator já citado em outras faixas que o leitor já deve ter percebido como me agrada..os backing vocals do Jason. Embora em alguns momentos nesta faixa em específico, fica bastante claro que o próprio James deve ter gravado as linhas de backings.. ficando a cargo do Jason fazê-las ao vivo... o que é um procedimento bastante normal em gravações. Das três Unforgivens, a primeira sempre foi a minha favorita, mas sempre gostei desta também, e por este motivo a inclusão aqui nesta lista.
10) MAMMA SAID
E lógico que esta não podia ficar de fora. Quem já me viu tocando, em bares rockeiros, certamente já deve ter ouvido a minha versão para esta música. Esta aqui foi paixão a primeira vista. Enquanto o LOAD era triturado por fãs radicais e xiitas da banda, eu me deliciava com esta música. Confesso que conheço poucas baladas de bandas de Rock e Metal com uma beleza tão singular como esta música. Não tenho problema nenhum em afirmar que considero esta balada tão boa quanto Nothing Else Matters, e acho que o próprio fato desta música ser considerado um Lado B, já é em si uma injustiça.
A letra é a fala de um filho que dialoga com sua mãe, a respeito da educação que esta lhe deu, e da relação dos dois. Não podia ser mais James Heftield, do que isto. Simplesmente perfeita. Uma pena, ela não ser mais executada ao vivo.
Bom, espero que tenham gostado desta minha lista. Sei que muitos podem não concordar, o que eu vejo com total naturalidade.
Abraços Metállicos!
Filipe Duarte
quinta-feira, 21 de março de 2013
Novos Vídeos
Fala galera.
Enquanto os novos reviews ou textos não vêem... deixo vocês com alguns vídeos que andei postando recentemente, dos trabalhos que tenho feito. Espero que gostem, abraços!
Enquanto os novos reviews ou textos não vêem... deixo vocês com alguns vídeos que andei postando recentemente, dos trabalhos que tenho feito. Espero que gostem, abraços!
http://youtu.be/D4KmSkBdJIA
http://www.youtube.com/watch?v=90LPUjsSwcE&feature=share&list=UU1nMckHu1Njv7pd5JKFHLVQ
http://www.youtube.com/watch?v=LnqHmRGPVKc&feature=share&list=UU1nMckHu1Njv7pd5JKFHLVQ
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
DUFF McKAGAN: É tão fácil, e outras mentiras.
Minha estréia em vídeo aqui no blog. Pessoal, eu ainda estou aprendendo (aos poucos), a fazer edições em vídeo, e este blog é feito de forma totalmente despretensiosa. Sei que a edição, não ficou grandes coisas, pretendo ir melhorando aos poucos. Espero que gostem do conteúdo. Se gostar, clica em curtir, e ajude a divulgar.
Abraços
Filipe Duarte
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Como lidar com as expectativas dentro da sua banda?
Olá pessoal?
Sim, eu sei. Já faz um bom tempo que eu não escrevo aqui no Rock Direto. Realmente a falta de tempo pegou feio nestes últimos meses, e o nosso blog aqui quase ficou um ano inteiro sem atualizações. Mas enfim, estamos no jogo e vamos nessa!
Hoje resolvi falar sobre este assunto que é a expectativa que muitos músicos de Rock e Metal criam em cima das próprias bandas. Acreditem, estas quando mal resolvidas ou direcionadas, não raro podem causar o fim prematuro da banda, ou trocas de integrantes que como todos sabem, quase sempre prejudicam o andamento do trabalho como um todo.
Aqui vão algumas das dicas que eu considero importantes para que as expectativas sejam bem trabalhadas por você e sua banda como um todo. Tenha sempre os pés no chão.
Olhe ao seu redor, procure conhecer a fundo a cena em que você se encontra. Procure se informar sobre o que está acontecendo dentro da sua cena, e também nas cenas de outros estados e países. Quais são as bandas que estão aparecendo mais na mídia? Então, faça um comparativo da sua banda, com estas. O que sua banda precisa para ocupar um espaço maior na cena?
Cuidado para não cair na armadilha da "certeza do sucesso". O sucesso é algo extremamente relativo. Tanto para bandas brasileiras, quanto para bandas americanas, européias, etc. O Heavy Metal é um segmento que proporciona ao ouvinte uma forte identificação com o seu artista preferido. Não raro o fã gosta de imitar o seu ídolo, vestir-se como ele, cantar ou tocar como ele. E muitos acabam indo um pouco longe demais neste paralelo, e chegam a alimentar a certeza de que um dia estarão lado a lado com seu ídolo, tocando em pé de igualdade, ou mesmo superá-lo. Precisamos ter em mente, que a chance disso acontecer é muito, mas muito próxima à zero. O seu ídolo percorreu o caminho que a vida trouxe para ele. Ele certamente é talentoso, teve certas oportunidades e soube aproveita-las. E por que não...também teve uma boa dose de sorte. Outro fator importante, ele começou a carreira numa outra época, em um outro mercado musical, e dependendo, talvez também em outro país, com uma realidade econômica diferente da nossa.
Se você possui uma banda e gosta de tocar Heavy Metal, e assim como eu, batalha arduamente por um lugar ao sol, seja bem vindo ao clube. Procure viver um dia, um ensaio, um show, uma música, um lançamento de cada vez. Tenha em seus ídolos uma referência apenas. Busque a SUA identidade. Por que esta será apenas sua e de mais ninguém. Faça uso das influências visando um resultado único, que seja somente seu. Você não tem garantia nenhuma de que estará no estrelato daqui a um ano. Se o seu trabalho for de qualidade, e você conseguir aproveitar as oportunidades que aparecerem, estes serão os primeiros passos para que sua banda comece a conquistar um público. O resto será consequência.
Espero ter ajudado com este post.
Dúvidas, críticas, sugestões, concordâncias ou discordâncias são sempre bem vindas.
Abraços metálicos,
Filipe Duarte
Sim, eu sei. Já faz um bom tempo que eu não escrevo aqui no Rock Direto. Realmente a falta de tempo pegou feio nestes últimos meses, e o nosso blog aqui quase ficou um ano inteiro sem atualizações. Mas enfim, estamos no jogo e vamos nessa!
Hoje resolvi falar sobre este assunto que é a expectativa que muitos músicos de Rock e Metal criam em cima das próprias bandas. Acreditem, estas quando mal resolvidas ou direcionadas, não raro podem causar o fim prematuro da banda, ou trocas de integrantes que como todos sabem, quase sempre prejudicam o andamento do trabalho como um todo.
Aqui vão algumas das dicas que eu considero importantes para que as expectativas sejam bem trabalhadas por você e sua banda como um todo. Tenha sempre os pés no chão.
Olhe ao seu redor, procure conhecer a fundo a cena em que você se encontra. Procure se informar sobre o que está acontecendo dentro da sua cena, e também nas cenas de outros estados e países. Quais são as bandas que estão aparecendo mais na mídia? Então, faça um comparativo da sua banda, com estas. O que sua banda precisa para ocupar um espaço maior na cena?
Cuidado para não cair na armadilha da "certeza do sucesso". O sucesso é algo extremamente relativo. Tanto para bandas brasileiras, quanto para bandas americanas, européias, etc. O Heavy Metal é um segmento que proporciona ao ouvinte uma forte identificação com o seu artista preferido. Não raro o fã gosta de imitar o seu ídolo, vestir-se como ele, cantar ou tocar como ele. E muitos acabam indo um pouco longe demais neste paralelo, e chegam a alimentar a certeza de que um dia estarão lado a lado com seu ídolo, tocando em pé de igualdade, ou mesmo superá-lo. Precisamos ter em mente, que a chance disso acontecer é muito, mas muito próxima à zero. O seu ídolo percorreu o caminho que a vida trouxe para ele. Ele certamente é talentoso, teve certas oportunidades e soube aproveita-las. E por que não...também teve uma boa dose de sorte. Outro fator importante, ele começou a carreira numa outra época, em um outro mercado musical, e dependendo, talvez também em outro país, com uma realidade econômica diferente da nossa.
Se você possui uma banda e gosta de tocar Heavy Metal, e assim como eu, batalha arduamente por um lugar ao sol, seja bem vindo ao clube. Procure viver um dia, um ensaio, um show, uma música, um lançamento de cada vez. Tenha em seus ídolos uma referência apenas. Busque a SUA identidade. Por que esta será apenas sua e de mais ninguém. Faça uso das influências visando um resultado único, que seja somente seu. Você não tem garantia nenhuma de que estará no estrelato daqui a um ano. Se o seu trabalho for de qualidade, e você conseguir aproveitar as oportunidades que aparecerem, estes serão os primeiros passos para que sua banda comece a conquistar um público. O resto será consequência.
Espero ter ajudado com este post.
Dúvidas, críticas, sugestões, concordâncias ou discordâncias são sempre bem vindas.
Abraços metálicos,
Filipe Duarte
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Um recado para a nova geração de rockeiros
Antes de qualquer coisa, para vocês que se dizem rockeiros, amantes do Rock em suas variadas vertentes e divisões, já que vocês realmente parecem precisar delas, vamos lá: Metal Melódico, Hard Rock, Death, Thrash, Speed, Prog, Epic, Glam, Sleeze, etc.
Em primeiro lugar, sejam muito bem vindos. Sintam-se em casa, e parabéns por escolher o Rock como sendo a identidade musical de vocês. Ao me deparar recentemente com um vídeo onde duas garotas, ambas na casa dos 14 ou 15 anos, que se autodenominam "muito rockeiras", e justificam isto pelo fato de fumarem cigarros Lucky Strike, por beberem Heineken, ou fazerem uso de aquela o ou outra bebida alcóolica, ou por que gostam de fazer o sinal do "chifrinho" diante de uma camera, realmente eu me vi obrigado a reconhecer que algo não anda bem em nossa cena.
Ser rockeiro (a), não é simplesmente sentar num boteco qualquer, fumar e ficar bêbado, como muitos aí parecem querer acreditar. Se vocês realmente gostam de Rock e Heavy Metal, eu recomendo vocês tomarem outras atitudes, além destas que vocês já tomam e julgam corretas.
Em primeiro lugar, conheçam o Rock. Nem sempre o acesso a música foi tão fácil como agora. Acessem as discografias das bandas que vocês dizem gostar e ouçam os discos que elas já lançaram. Vocês que se dizem fans de Axl Rose, e acham ele um cara muito fodão... Por acaso, já ouviram o Appettite for Destruction? O Lies? Sem contar os Ilusions? Saberiam diferenciar os timbres dos solos do Slash e do DJ Ashba ou do Bumblefoot? Aliás, vocês sabem quem são estes dois últimos citados?
Aliás, vocês sabem como foi que a banda surgiu, o que aconteceu na fase que antecedeu o sucesso deles?
Recomendo a biografia do Slash em português que pode ser encontrada em qualquer boa livraria. Além de excelente leitura, vocês ainda vão aprender muito sobre a vida deste excelente músico de Rock. Aliás, várias das grandes bandas já possuem suas biografias lançadas em nossa língua.
Gostam de Motley Crue? Já conhecem os álbums clássicos como Shout at the Devil, Girls Girls Girls?
Metallica? Já ouviram pelo menos os cinco primeiros inteiros? Sabem quem foi Cliff Burton?
Iron Maiden então? Já conhecem os álbuns clássicos dos anos 80, como Powerslave, The Number of the Beast, entre outros? Conhecem o material da banda com os outros vocalistas Paul di Ano e Blaze Bayley?
Aaahhh, peraí..deixe me ver se entendi. Você se auto denomina simplesmente Hard Rock, portanto não ouve metal? Ou o contrário? Me desculpe mas tenho pena de você. Ambos estilos são mais do que irmãos, e sempre andaram juntos mais do que grudados. Um praticamente não vive sem o outro. Alguém sabe me dizer se Ozzy Osbourne por exemplo seria Hard ou Metal? Talvez as opiniões se dividam aqui, mas eu arriscaria dizer sem nenhum problema que ele é uma mistura dos dois, pois possui elementos de ambos gêneros. Alguns discos tendem mais para um outros mais para outro. E assim vai. Você tem o direito de escolher o que quer ouvir ou se identificar, mas deveria pelo menos se informar bem à respeito da origem e desenvolvimento do seu gênero favorito. Eu poderia escrever por horas aqui, só mencionando os clássicos e recomendando álbuns para audição.
Como eu disse no início, vocês são mais do que bem vindos à nossa cena. Por favor, não quero que se sintam intimidados com este meu texto. Gostaria simplesmente que vocês curtissem rock da maneira como isso realmente deve ser.
Quem fuma e bebe para se "sentir rockeiro (a)", está simplesmente prejudicando a própria saúde e vivendo a ilusão de ser algo que não é. Afinal de contas, pagodeiros, sertanejos e os "axés" da vida também fumam e bebem. Quem nunca viu as propagandas de cerveja com estes gêneros citados? Só para constar, os principais nomes do Rock e do Metal ainda em atividade, já largaram as drogas à muito tempo, e dizem para quem quiser ouvir que só permanecem em atividade, por que largaram as drogas e o álcool. Este último, pelo menos, deixaram de lado o abuso.
Quem for ler a biografia do Slash, vai constatar, de acordo com o texto, a sorte que ele possui por ainda estar vivo, depois de tudo que ele usou. O Ozzy Osbourne então..nem se fala! Leiam as bios deles e tirem as próprias conclusões!
Por favor, não quero que pensem que eu os condeno por fumarem e beberem. Cada um faz o que bem entende com o próprio corpo. Agora dizerem que são rockeiros simplesmente por que fazem isso, me desculpem, mas quem ensinou isso a vocês definitivamente está muito mal informado.
Àqueles que estão começando a tocar, se dediquem aos seus instrumentos de verdade, se isso for realmente o que vocês querem fazer. Procurem estudar música em uma escola ou com um professor especializado, ao invés de simplesmente tentarem aprender em casa diante do computador.
Aos rapazes, não achem que ser rockeiro é simplesmente se dar bem com as garotas. Conheço "rockeiros" que montam bandas tendo este como único ou principal objetivo e até hoje não vi nenhuma destas bandas durarem por muito tempo.
Simplesmente por que o tempo, meus amigos... É algo que simplesmente vai embora antes que a gente perceba. Aliás, para a galera que tá começando banda, aqui vai outro recado: Estão pensando em fama fácil? Acham que vão ser rockeiros fodões da noite pro dia, famosos com muitas groupies atrás de vocês e muito dinheiro no bolso?
Ou seja, vocês se olham no espelho e vêem o Axl Rose ou o Bruce Dickinson de amanhã?
Façam um favor a vocês mesmos: Invistam em outro estilo musical, como o sertanejo ou pagode, por que no Rock vai ser um pouco difícil esta escalada para a fama que talvez vocês almejem. Outra dica é tentar anualmente fazerem parte de reality shows como Big Brother e afins, tentem ir em programas ridículos como Ídolos, Fama, etc.. estes sim podem dar à vocês uma chance de serem famosos...nem que seja por alguns minutos. (Se bem que para muitos só isso basta).
Querem saber então o que é ser rockeiro (a) de verdade? É apoiar às bandas de Rock, Hard e Metal que atuam na sua região. E eu não estou me referindo apenas às bandas cover, que apenas reproduzem os trabalhos já prontos das grandes bandas, (PS: Nada contra tais bandas) mas também me refiro às bandas que compõem as próprias músicas e lançam os seus trabalhos. Querem realmente mostrar uma atitude rockeira foda? Compareçam ao show destas bandas! Não conhecem elas? Aposto com você que elas possuem um perfil no Myspace, ou similar, onde vc pode ouvir suas músicas. Eu garanto que vocês irão se surpreender com a variedade e qualidade de muitas delas. Mesmo que o show seja para poucas pessoas, vá! Seja uma destas poucas privilegiadas. Estas bandas que precisam do seu apoio hoje podem ser as bandas grandes de amanhã e já pensou você ter o privilégio de dizer que um dia você esteve no show de uma delas? Sim, meus amigos, esta é uma atitude de verdade. Façam amigos na cena, que compartilhem dos mesmos gostos que você. Se você conheceu uma banda bacana na sua cidade, ajude ela a ficar conhecida nela, entre os seus amigos e também fora dela. Hoje em dia, com um tag no facebook ou twitter, você pode dar sua contribuição. Além de não custar nenhum centavo, e só tomar alguns segundos do seu tempo, você vai ajudar quem realmente faz o Rock N´Roll ser o que é. As vezes eu fico intrigado, em saber que qualquer evento sertanejo nos arredores de Belo Horizonte, não junta menos de 5.000 pessoas, podendo contar com as duplas mais desconhecidas possíveis. Rockeiros possuem uma diificuldade imensa em frequentar os shows de bandas menores, simplesmente por que elas são menores. E ainda pior que isso, falam mal das bandas e torcem contra, fazem apologia ao fracasso alheio. Ao invés de nos ajudarmos para que tenhamos uma cena forte, nos destruímos uns aos outros. Não é a toa que até hoje a Rede Globo não sabe nicas de Heavy Metal, pois afinal de contas, este estilo ainda não se tornou grande o suficiente para que realmente chamasse àtenção deles, fazendo com que eles se preocupassem em contratar pessoas especializadas no gênero para pautar matérias, controlar o áudio em transmissões como do Rock in Rio, etc.
Rock N´Roll e Heavy Metal, não é apenas fama, mulheres, dinheiro, shows lotados, etc. Esta realidade na verdade, é vivida por uma parcela mínima de músicos no mundo. A grande maioria vive é de trabalho realmente pesado, pois precisam conciliar a música com outras atividades para poderem se sustentar. É organizar shows sem nenhum recurso, sem ajuda de ninguém. É montar uma banda sem ter grana para compra de equipamentos, sem local para ensaiar direito, é começar um programa de rádio com muita dificuldade e sem apoio, é organizar um festival sem patrocínio, É compor um trabalho, e lançá-lo com seus próprios recursos. Mesmo quando existem recursos para se fazer tudo isso, estes, não simplesmente caíram do céu.
Sim, meus amigos. O rock possui as suas peculiaridades interessantes, que fazem dele ser este gênero que tanto amamos. Mas nem tudo são simplesmente flores. Já vi marmanjo com mais de 30, frustrado por que não havia conseguido ser igual a este ou aquele outro músico famoso, e mais de uma vez. Sabem por quê? Por que pessoas assim não possuem autenticidade. Elas embasam a própria vida na vida de outra pessoa, e decidem que elas são merecedoras do mesmo reconhecimento que o outro obteve para si.
Não caiam neste terrível erro! Sejam simplesmente vocês mesmos. Vocês mesmos, não são iguais a mais ninguém. Simples assim. Esta é a vacina perfeita contra a frustração da síndrome do “não fui famoso (a)” como queria.
Não quero com este texto, ditar o que é certo ou errado, pois jamais me considerarei dono da verdade. Sou nada mais que um músico, rockeiro envolvido com o estilo há 20 anos, e que durante todo este tempo, fez algo pelo Rock ou Metal, por todos os dias destes 20 anos. E ainda quero fazer muito mais em muito mais tempo.
E vocês?
Abraços e a gente se vê por aí!
Filipe Duarte
Em primeiro lugar, sejam muito bem vindos. Sintam-se em casa, e parabéns por escolher o Rock como sendo a identidade musical de vocês. Ao me deparar recentemente com um vídeo onde duas garotas, ambas na casa dos 14 ou 15 anos, que se autodenominam "muito rockeiras", e justificam isto pelo fato de fumarem cigarros Lucky Strike, por beberem Heineken, ou fazerem uso de aquela o ou outra bebida alcóolica, ou por que gostam de fazer o sinal do "chifrinho" diante de uma camera, realmente eu me vi obrigado a reconhecer que algo não anda bem em nossa cena.
Ser rockeiro (a), não é simplesmente sentar num boteco qualquer, fumar e ficar bêbado, como muitos aí parecem querer acreditar. Se vocês realmente gostam de Rock e Heavy Metal, eu recomendo vocês tomarem outras atitudes, além destas que vocês já tomam e julgam corretas.
Em primeiro lugar, conheçam o Rock. Nem sempre o acesso a música foi tão fácil como agora. Acessem as discografias das bandas que vocês dizem gostar e ouçam os discos que elas já lançaram. Vocês que se dizem fans de Axl Rose, e acham ele um cara muito fodão... Por acaso, já ouviram o Appettite for Destruction? O Lies? Sem contar os Ilusions? Saberiam diferenciar os timbres dos solos do Slash e do DJ Ashba ou do Bumblefoot? Aliás, vocês sabem quem são estes dois últimos citados?
Aliás, vocês sabem como foi que a banda surgiu, o que aconteceu na fase que antecedeu o sucesso deles?
Recomendo a biografia do Slash em português que pode ser encontrada em qualquer boa livraria. Além de excelente leitura, vocês ainda vão aprender muito sobre a vida deste excelente músico de Rock. Aliás, várias das grandes bandas já possuem suas biografias lançadas em nossa língua.
Gostam de Motley Crue? Já conhecem os álbums clássicos como Shout at the Devil, Girls Girls Girls?
Metallica? Já ouviram pelo menos os cinco primeiros inteiros? Sabem quem foi Cliff Burton?
Iron Maiden então? Já conhecem os álbuns clássicos dos anos 80, como Powerslave, The Number of the Beast, entre outros? Conhecem o material da banda com os outros vocalistas Paul di Ano e Blaze Bayley?
Aaahhh, peraí..deixe me ver se entendi. Você se auto denomina simplesmente Hard Rock, portanto não ouve metal? Ou o contrário? Me desculpe mas tenho pena de você. Ambos estilos são mais do que irmãos, e sempre andaram juntos mais do que grudados. Um praticamente não vive sem o outro. Alguém sabe me dizer se Ozzy Osbourne por exemplo seria Hard ou Metal? Talvez as opiniões se dividam aqui, mas eu arriscaria dizer sem nenhum problema que ele é uma mistura dos dois, pois possui elementos de ambos gêneros. Alguns discos tendem mais para um outros mais para outro. E assim vai. Você tem o direito de escolher o que quer ouvir ou se identificar, mas deveria pelo menos se informar bem à respeito da origem e desenvolvimento do seu gênero favorito. Eu poderia escrever por horas aqui, só mencionando os clássicos e recomendando álbuns para audição.
Como eu disse no início, vocês são mais do que bem vindos à nossa cena. Por favor, não quero que se sintam intimidados com este meu texto. Gostaria simplesmente que vocês curtissem rock da maneira como isso realmente deve ser.
Quem fuma e bebe para se "sentir rockeiro (a)", está simplesmente prejudicando a própria saúde e vivendo a ilusão de ser algo que não é. Afinal de contas, pagodeiros, sertanejos e os "axés" da vida também fumam e bebem. Quem nunca viu as propagandas de cerveja com estes gêneros citados? Só para constar, os principais nomes do Rock e do Metal ainda em atividade, já largaram as drogas à muito tempo, e dizem para quem quiser ouvir que só permanecem em atividade, por que largaram as drogas e o álcool. Este último, pelo menos, deixaram de lado o abuso.
Quem for ler a biografia do Slash, vai constatar, de acordo com o texto, a sorte que ele possui por ainda estar vivo, depois de tudo que ele usou. O Ozzy Osbourne então..nem se fala! Leiam as bios deles e tirem as próprias conclusões!
Por favor, não quero que pensem que eu os condeno por fumarem e beberem. Cada um faz o que bem entende com o próprio corpo. Agora dizerem que são rockeiros simplesmente por que fazem isso, me desculpem, mas quem ensinou isso a vocês definitivamente está muito mal informado.
Àqueles que estão começando a tocar, se dediquem aos seus instrumentos de verdade, se isso for realmente o que vocês querem fazer. Procurem estudar música em uma escola ou com um professor especializado, ao invés de simplesmente tentarem aprender em casa diante do computador.
Aos rapazes, não achem que ser rockeiro é simplesmente se dar bem com as garotas. Conheço "rockeiros" que montam bandas tendo este como único ou principal objetivo e até hoje não vi nenhuma destas bandas durarem por muito tempo.
Simplesmente por que o tempo, meus amigos... É algo que simplesmente vai embora antes que a gente perceba. Aliás, para a galera que tá começando banda, aqui vai outro recado: Estão pensando em fama fácil? Acham que vão ser rockeiros fodões da noite pro dia, famosos com muitas groupies atrás de vocês e muito dinheiro no bolso?
Ou seja, vocês se olham no espelho e vêem o Axl Rose ou o Bruce Dickinson de amanhã?
Façam um favor a vocês mesmos: Invistam em outro estilo musical, como o sertanejo ou pagode, por que no Rock vai ser um pouco difícil esta escalada para a fama que talvez vocês almejem. Outra dica é tentar anualmente fazerem parte de reality shows como Big Brother e afins, tentem ir em programas ridículos como Ídolos, Fama, etc.. estes sim podem dar à vocês uma chance de serem famosos...nem que seja por alguns minutos. (Se bem que para muitos só isso basta).
Querem saber então o que é ser rockeiro (a) de verdade? É apoiar às bandas de Rock, Hard e Metal que atuam na sua região. E eu não estou me referindo apenas às bandas cover, que apenas reproduzem os trabalhos já prontos das grandes bandas, (PS: Nada contra tais bandas) mas também me refiro às bandas que compõem as próprias músicas e lançam os seus trabalhos. Querem realmente mostrar uma atitude rockeira foda? Compareçam ao show destas bandas! Não conhecem elas? Aposto com você que elas possuem um perfil no Myspace, ou similar, onde vc pode ouvir suas músicas. Eu garanto que vocês irão se surpreender com a variedade e qualidade de muitas delas. Mesmo que o show seja para poucas pessoas, vá! Seja uma destas poucas privilegiadas. Estas bandas que precisam do seu apoio hoje podem ser as bandas grandes de amanhã e já pensou você ter o privilégio de dizer que um dia você esteve no show de uma delas? Sim, meus amigos, esta é uma atitude de verdade. Façam amigos na cena, que compartilhem dos mesmos gostos que você. Se você conheceu uma banda bacana na sua cidade, ajude ela a ficar conhecida nela, entre os seus amigos e também fora dela. Hoje em dia, com um tag no facebook ou twitter, você pode dar sua contribuição. Além de não custar nenhum centavo, e só tomar alguns segundos do seu tempo, você vai ajudar quem realmente faz o Rock N´Roll ser o que é. As vezes eu fico intrigado, em saber que qualquer evento sertanejo nos arredores de Belo Horizonte, não junta menos de 5.000 pessoas, podendo contar com as duplas mais desconhecidas possíveis. Rockeiros possuem uma diificuldade imensa em frequentar os shows de bandas menores, simplesmente por que elas são menores. E ainda pior que isso, falam mal das bandas e torcem contra, fazem apologia ao fracasso alheio. Ao invés de nos ajudarmos para que tenhamos uma cena forte, nos destruímos uns aos outros. Não é a toa que até hoje a Rede Globo não sabe nicas de Heavy Metal, pois afinal de contas, este estilo ainda não se tornou grande o suficiente para que realmente chamasse àtenção deles, fazendo com que eles se preocupassem em contratar pessoas especializadas no gênero para pautar matérias, controlar o áudio em transmissões como do Rock in Rio, etc.
Rock N´Roll e Heavy Metal, não é apenas fama, mulheres, dinheiro, shows lotados, etc. Esta realidade na verdade, é vivida por uma parcela mínima de músicos no mundo. A grande maioria vive é de trabalho realmente pesado, pois precisam conciliar a música com outras atividades para poderem se sustentar. É organizar shows sem nenhum recurso, sem ajuda de ninguém. É montar uma banda sem ter grana para compra de equipamentos, sem local para ensaiar direito, é começar um programa de rádio com muita dificuldade e sem apoio, é organizar um festival sem patrocínio, É compor um trabalho, e lançá-lo com seus próprios recursos. Mesmo quando existem recursos para se fazer tudo isso, estes, não simplesmente caíram do céu.
Sim, meus amigos. O rock possui as suas peculiaridades interessantes, que fazem dele ser este gênero que tanto amamos. Mas nem tudo são simplesmente flores. Já vi marmanjo com mais de 30, frustrado por que não havia conseguido ser igual a este ou aquele outro músico famoso, e mais de uma vez. Sabem por quê? Por que pessoas assim não possuem autenticidade. Elas embasam a própria vida na vida de outra pessoa, e decidem que elas são merecedoras do mesmo reconhecimento que o outro obteve para si.
Não caiam neste terrível erro! Sejam simplesmente vocês mesmos. Vocês mesmos, não são iguais a mais ninguém. Simples assim. Esta é a vacina perfeita contra a frustração da síndrome do “não fui famoso (a)” como queria.
Não quero com este texto, ditar o que é certo ou errado, pois jamais me considerarei dono da verdade. Sou nada mais que um músico, rockeiro envolvido com o estilo há 20 anos, e que durante todo este tempo, fez algo pelo Rock ou Metal, por todos os dias destes 20 anos. E ainda quero fazer muito mais em muito mais tempo.
E vocês?
Abraços e a gente se vê por aí!
Filipe Duarte
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